O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que só haverá investigação sobre a relação de ministros do Supremo Tribunal Federal com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, se surgirem indícios de crime. O ex-dono do Banco Master negocia delação premiada na carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília.
Em entrevista à revista Veja, Gonet afirmou que “investigação pressupõe indício de crime”. A fala sinaliza que, até agora, o material revelado sobre as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro não motivou ação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Vorcaro está detido desde 4 de março, dia em que a PF deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação contou com autorização do ministro do STF André Mendonça.
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Em 19 de março, ele firmou um acordo de confidencialidade que impõe sigilo às informações trocadas durante as tratativas. O compromisso restringe o acesso ao conteúdo às equipes de defesa, à PGR e à Polícia Federal.
Vorcaro: trajetória recente e conexões com ministros do STF
O empresário passou a figurar no noticiário policial em 17 de novembro do ano passado, quando a PF o prendeu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. As autoridades interpretaram o movimento como tentativa de fuga. Vorcaro sustentou que viajaria para negociar a venda do banco a investidores estrangeiros.
No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, diante de suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro. Estimativas apontam um rombo superior a R$ 50 bilhões.
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A primeira prisão durou 12 dias. Em novembro de 2025, a Justiça determinou a soltura, com imposição de prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica, em São Paulo.
Nos meses seguintes, a relação do empresário com autoridades ganhou visibilidade. O foco recaiu sobre vínculos com ministros do Supremo.
No caso de Moraes, veio à tona um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Também se revelou que, no dia da primeira prisão, Vorcaro enviou mensagem ao magistrado com a pergunta: “Conseguiu bloquear?”.
Quanto a Toffoli, a ligação envolve o Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR). Fundos administrados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, adquiriram participação no empreendimento, que pertencia a familiares do ministro.
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Toffoli relatava o caso no Supremo e determinou sigilo sobre dados do processo. A nova prisão de Vorcaro ocorreu quando Mendonça já havia assumido a relatoria.
A relação com o ministro Kassio Nunes Marques entrou no radar com a divulgação de uma viagem realizada em novembro de 2025, de Brasília a Maceió, em aeronave ligada à empresa Prime You, associada ao empresário. A assessoria do magistrado confirmou o deslocamento e informou que o voo foi pago por uma advogada ligada à defesa do Banco Master.
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou pagamentos de R$ 281 mil ao escritório de Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro. A empresa responsável declarou que os valores correspondem a serviços jurídicos prestados.
O nome do decano Gilmar Mendes também apareceu nas apurações. O decano viajou, em janeiro de 2025, de Diamantino (MT) para Brasília em aeronave operada pela Prime You. O ministro afirmou que aceitou carona de um empresário e disse desconhecer a relação do avião com a companhia ligada a Vorcaro.
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ESSE VAGABUNDO NÃO QUERIA NEM PRENDER O VORCARO….
TÁ METIDO ATÉ AS GUAMPAS NESSA SUJEIRA !
RESPONDA QUEM PUDER… ESSE MERDA DESSE PGR VAI BOTAR O NOME DELE NA DENÚNCIA ?
O WISKY DE 100000 DLOARES QUE ELE DEGUSTOU COM VORCARO FEZ ELE ESQUECER DISSO ?
VAI SER HOMEM PRA ISSO…DUVIDO !