A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma sindicância para investigar servidores que divulgaram críticas internas ao pagamento de penduricalhos milionários a procuradores. As mensagens circularam em grupos de WhatsApp usados por membros do Ministério Público Federal (MPF). O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações nesta quinta-feira, 23.
A iniciativa partiu da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que enviou um ofício à cúpula do MPF com pedido de providências. A PGR acolheu o pedido e determinou a abertura da apuração. As Secretarias de Tecnologia, Polícia e Perícia da instituição vão conduzir o caso em conjunto. O prazo para conclusão é de 60 dias.
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O processo foi classificado como sigiloso em grau 3. Apenas procuradores e servidores autorizados têm acesso ao conteúdo. O servidor Cleuber Filho foi nomeado responsável pela investigação.
Segundo a ANPR, as mensagens continham “informações falsas” que comprometem a imagem do MP. A associação afirmou que os conteúdos extrapolam a crítica legítima e podem configurar violação ao dever funcional de lealdade e ética.
Um dos materiais mencionava um suposto benefício de R$ 1 milhão por procurador, liberado pelo MPF. A cifra coincide com um pagamento retroativo autorizado pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. O valor se refere a licenças compensatórias de membros da instituição que acumularam processos.
Servidores acusam cúpula do MPF de privilegiar procuradores
Chateaubriand Filho autorizou os pagamentos no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Justiça proibiu, por decisão administrativa, o repasse de vantagens retroativas ao Judiciário. Mesmo assim, a ANPR afirma que as mensagens divulgadas nos grupos seriam “manifestamente falsas”.
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No ofício, a associação admite não ter identificado a autoria dos materiais, mas afirma que o teor das mensagens sugere envolvimento de servidores do próprio MPF.
Concursados do Ministério Público da União denunciam há anos o que chamam de “sequestro orçamentário”. Eles acusam a cúpula da instituição de manipular os recursos em benefício próprio, concedendo reajustes e penduricalhos aos procuradores, enquanto os demais funcionários enfrentam perdas salariais.
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Somos estuprado por nossos governantes ,e ainda não podemos criticar . ditadura 🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨
Querem dizer que se os penduricalhos fossem para todos, nada seria divulgado?