publicidade
Política

PGR abre investigação contra servidores que criticaram penduricalhos milionários

Mensagens em grupos de WhatsApp indicam suposto pagamento de R$ 1 milhão a procuradores

moraes
Sede da PGR, em Brasília | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma sindicância para investigar servidores que divulgaram críticas internas ao pagamento de penduricalhos milionários a procuradores. As mensagens circularam em grupos de WhatsApp usados por membros do Ministério Público Federal (MPF). O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações nesta quinta-feira, 23.

A iniciativa partiu da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que enviou um ofício à cúpula do MPF com pedido de providências. A PGR acolheu o pedido e determinou a abertura da apuração. As Secretarias de Tecnologia, Polícia e Perícia da instituição vão conduzir o caso em conjunto. O prazo para conclusão é de 60 dias.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O processo foi classificado como sigiloso em grau 3. Apenas procuradores e servidores autorizados têm acesso ao conteúdo. O servidor Cleuber Filho foi nomeado responsável pela investigação.

Segundo a ANPR, as mensagens continham “informações falsas” que comprometem a imagem do MP. A associação afirmou que os conteúdos extrapolam a crítica legítima e podem configurar violação ao dever funcional de lealdade e ética.

Um dos materiais mencionava um suposto benefício de R$ 1 milhão por procurador, liberado pelo MPF. A cifra coincide com um pagamento retroativo autorizado pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. O valor se refere a licenças compensatórias de membros da instituição que acumularam processos.

Servidores acusam cúpula do MPF de privilegiar procuradores

Chateaubriand Filho autorizou os pagamentos no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Justiça proibiu, por decisão administrativa, o repasse de vantagens retroativas ao Judiciário. Mesmo assim, a ANPR afirma que as mensagens divulgadas nos grupos seriam “manifestamente falsas”.

+ Leia também: “‘Não vou repetir o meu voto em Gonet’, afirma Rogério Marinho”

No ofício, a associação admite não ter identificado a autoria dos materiais, mas afirma que o teor das mensagens sugere envolvimento de servidores do próprio MPF.

Concursados do Ministério Público da União denunciam há anos o que chamam de “sequestro orçamentário”. Eles acusam a cúpula da instituição de manipular os recursos em benefício próprio, concedendo reajustes e penduricalhos aos procuradores, enquanto os demais funcionários enfrentam perdas salariais.

Leia mais:

2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Somos estuprado por nossos governantes ,e ainda não podemos criticar . ditadura 🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨

  2. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Querem dizer que se os penduricalhos fossem para todos, nada seria divulgado?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade