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Política

Partes sem sigilo de inquéritos de Moraes não citam pedidos do ministro ao TSE

Durante sessão plenária no STF, o juiz afirmou que relatórios constavam nas investigações das fake news e milícias digitais

Alexandre de Moraes, ministro do STF | Foto: Reprodução/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não inclui nos documentos públicos do inquérito das milícias digitais menção ao envolvimento da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na produção de relatórios das investigações.

No inquérito das fake news, por sua vez, apesar de o órgão ser citado nos atos processuais que não estão sob sigilo, não há referência de que o gabinete de Moraes tenha sido autor da ordem para produzir os relatórios. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, que examinou quase 7 mil páginas de documentos públicos do inquérito das milícias digitais disponíveis no sistema do STF.

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Há alguns dias, a Folha de S.Paulo informou que Moraes determinou que o TSE produzisse relatórios para fundamentar suas decisões contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro afirmou que, nos dois inquéritos, “várias determinações, requisições e solicitações foram feitas a diversos órgãos, inclusive ao TSE”, e que “os relatórios simplesmente descreviam as postagens ilícitas nas redes sociais, de maneira objetiva, devido à sua ligação direta com as investigações de milícias digitais”.

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Juristas criticam atuação do gabinete de Alexandre de Moraes 

Juristas ouvidos pelo Estadão afirmam que a falta de menção ao TSE no inquérito das milícias digitais e a falta de transparência no inquérito das fake news comprometem a legitimidade e a reputação do Supremo, embora as ações do ministro sejam permitidas pelas atribuições constitucionais.

A menção ao TSE no inquérito das milícias digitais é crucial para assegurar transparência às partes investigadas e fortalecer a legitimidade da instituição, segundo Luiz Gomes Esteves, jurista e professor do Insper. “Se esses documentos não existem ou não constam nos autos do inquérito, eu acho que isso é um problema de transparência significativo”, afirma Esteves.

Leia também: “A verdade apareceu”, reportagem publicada na Edição 230 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Em nenhum lugar do mundo ditadores prestam conta a a alguém .. nem a Zeus … é o pior ainda está por vir.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O psicopata está cada dia mais desmoralizado e odiado pelo povo brasileiro

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