O Ministério Público do Ceará (MP-CE) autorizou o pagamento de R$ 44.409,39 em diárias e ajuda de custo para que três integrantes da instituição acompanhem atividades relacionadas à Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Dois dos beneficiados são os promotores Déric Funck Leite, titular da 49ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, e Wander de Almeida Timbó, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Caucaia. Juntos, eles receberam R$ 29.836,98 para participar de atividades entre os dias 19 e 25 de junho. Cada um recebeu seis diárias de US$ 485, além de ajuda de custo de R$ 200.
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Ceará: observadores de torneio
Os dois promotores integram o Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do MP-CE e foram designados para atuar como observadores do torneio. Segundo a justificativa oficial, a missão tem como objetivo acompanhar protocolos de segurança, gestão operacional e organização de grandes eventos esportivos, com vistas à aplicação futura dessas experiências na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil e terá Fortaleza entre as cidades-sede.
O procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Gonçalves Santos, também recebeu autorização para viajar aos Estados Unidos. Ele recebeu R$ 14.572,41 em diárias para participar, em Dallas, de um evento voltado à preparação do Mundial feminino de 2027. Santos preside a Comissão Nacional do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios, criada pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais.
Leia também: “O patriotismo dos farsantes”, reportagem publicada na Edição 325 da Revista Oeste
Depois da divulgação do caso, o corregedor nacional do Ministério Público, Fernando Comin, instaurou uma notícia de fato para apurar as informações publicadas pela imprensa. A Corregedoria Nacional determinou o envio de ofício ao MP-CE requisitando detalhes sobre os atos administrativos que autorizaram as viagens, a identificação dos participantes, os objetivos da missão, o período de afastamento e os valores desembolsados com diárias e outras despesas.
O órgão também solicitou informações sobre relatórios, estudos, justificativas e eventuais produtos institucionais resultantes da participação dos membros no evento. Segundo o despacho de Comin, a abertura do procedimento não representa conclusão sobre eventual irregularidade, mas busca reunir informações oficiais para avaliar os fundamentos administrativos da missão e seus custos.
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