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Política

Nikolas Ferreira propõe lei que aumenta pena a atos obscenos em local de ensino público

Ação do presidente da Comissão de Educação da Câmara ocorre depois de palestrante dançar música Educando com o C na UFMA

O deputado Nikolas Ferreira preside a Comissão de Educação da Casa Legislativa
O deputado Nikolas Ferreira preside a Comissão de Educação da Casa Legislativa | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou um projeto de lei que endurece as penas para atos obscenos praticados em escolas e universidades públicas. Protocolado na última quinta-feira, 31, o projeto propõe alterações no Código Penal e, se aprovado, estabelece penalidades mais severas para os crimes que ocorrerem nesses ambientes.

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Atualmente, o Código Penal prevê penas de 3 meses a 1 ano de prisão ou multa para atos obscenos em locais públicos. A proposta de Nikolas, que é presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, prevê prisão obrigatória de 2 a 5 anos, além de multa, quando os atos ocorrerem em instituições de ensino público.

“Essa proposta é uma resposta às diversas performances e atos inaceitáveis ocorridos nas instituições de ensino”, escreveu Nikolas Ferreira no Twitter/X.

“As instituições de ensino são ambientes acadêmicos, que devem ter estudo, formação de conhecimento e promoção de valores que respeitem a dignidade humana e a moralidade. Lutaremos para que estes valores e princípios sejam preservados.”

Justificativa de Nikolas Ferreira

travesti ufma
Além da parte corporal, performance de Tertuliana Lustosa na UFMA ocorreu ao som da música Educando com o C | Foto: Reprodução/Redes sociais

Na justificativa do projeto, o deputado afirmou que legislação penal atual prevê o crime de ato obsceno, mas não diferencia a gravidade quando tais práticas ocorrem em locais dedicados ao ensino. Para o parlamentar, a Câmara deve endurecer as penas para essa lacuna.

A iniciativa ocorre no contexto de uma performance realizada pela historiadora e cantora Tertuliana Lustosa, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Em uma palestra sobre sexualidade, a integrante do grupo A Travestis expôs as nádegas e cantou a música Educando com o C.

Leia também: “Os estudantes estão sendo tratados como idiotas”, artigo de Joanna Williams, da Spiked, publicado na Edição 241 da Revista Oeste

Nas redes sociais, Nikolas condenou a palestra e afirmou que continuará “fiscalizando e pressionando” autoridades. “Precisamos de iniciativas que colaborem verdadeiramente com a melhoria da educação no Brasil”, afirmou.

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