O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a confirmação do avanço do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, classificando o tratado como um passo estratégico diante do recrudescimento do protecionismo e das disputas comerciais no cenário internacional.
Em manifestação pública, Motta ressaltou o papel histórico da abertura entre países como motor de desenvolvimento e estabilidade: “Foi a abertura entre as nações que elevou a civilização, ampliou a prosperidade e reduziu conflitos ao longo da história”.
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Para Motta, o momento atual exige uma postura oposta à lógica de fechamento econômico que ganha força em diferentes partes do mundo. “Num mundo tentado pelo unilateralismo e pelo protecionismo, devemos redobrar a aposta na cooperação internacional”, declarou.
Segundo o parlamentar, é nesse contexto que o acordo entre os dois blocos deve ser compreendido: “Por isso, em nome da Câmara dos Deputados, celebro o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo”.
O acordo entre UE e Mercosul
A fala ocorre depois de o tratado ganhar novo impulso em Bruxelas, onde representantes dos 27 países da União Europeia sinalizaram, de forma majoritária, apoio à formalização do acordo nesta sexta-feira, 9.
Apesar da confirmação, França, Irlanda e outras nações tenham manifestado preocupações relacionadas à proteção de seus produtores rurais, o respaldo político abriu caminho para a etapa seguinte do processo. A aprovação ainda é considerada provisória e depende do envio formal das confirmações de voto por escrito.
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Para Motta, os impactos positivos do acordo para o Brasil são evidentes. “O acordo trará também oportunidades significativas para nossos produtores, gerará empregos, atrairá investimentos e fortalecerá nossa inserção na economia global”, afirmou. O Brasil, principal economia do Mercosul, passará a ter acesso ampliado a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores europeus, com reflexos diretos sobre setores industriais, agrícolas e de serviços.
O tratado, negociado ao longo de mais de duas décadas, prevê a criação de uma ampla zona de livre-comércio envolvendo mais de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto combinado estimado em US$ 22,3 trilhões. Apesar do avanço, ainda há obstáculos institucionais. A implementação depende do aval do Parlamento Europeu, onde cerca de 150 dos 720 eurodeputados já sinalizaram a intenção de recorrer à Justiça para tentar barrar o acordo.
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A resistência europeia levou a sucessivos adiamentos, inclusive em dezembro, quando o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se opuseram à assinatura. O novo avanço só foi possível depois de garantias adicionais voltadas à proteção do setor agrícola europeu.
Na avaliação de Motta, o acordo transcende interesses comerciais imediatos e reposiciona o Brasil em um momento de rearranjo das relações globais. Para ele, a consolidação do tratado representa não apenas ganhos econômicos, mas também uma afirmação política do multilateralismo em um mundo cada vez mais fragmentado.





































ESSE SABE TUDO…. PURO E INTELIGENTE…INCORRUPTÍVEL..
Oi ele aí!
O garoto de recados, disfarçado de político, se manifestou.
Vá catar coquinhos na lua, imprestável….