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Política

Moro diz que governo teme derrota e anuncia voto contra Messias

Senador afirma ter sido substituído na CCJ sem consulta e acusa Planalto de tentar evitar sabatina com perguntas da oposição

Moro critica governo Lula em mensagem nas redes sociais | Foto: Reprodução/X/@SergioMoro
Moro critica governo Lula em mensagem nas redes sociais | Foto: Reprodução/X/@SergioMoro

O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou nesta segunda-feira, 27, que o governo do presidente Lula da Silva não tem segurança para aprovar o ministro Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar disse que foi substituído na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem consulta prévia e que a mudança tentaria evitar uma sabatina mais dura.

Segundo Moro, ele ocupava uma vaga do União Brasil na comissão e foi substituído pelo senador Renan Filho por decisão da liderança do bloco do MDB. O pré-candidato à Presidência da República classificou a mudança como uma “manobra imoral” e afirmou ter sido surpreendido pela decisão.

Moro: “Reflete a incerteza e a insegurança”

“Tudo bem, é do jogo político, mas reflete a incerteza e a insegurança do governo quanto à aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal”, declarou no vídeo.

O senador também anunciou antecipadamente que votará contra a indicação. De acordo com ele, o governo teme uma sabatina com questionamentos da oposição. “Sou obrigado a adiantar que o meu voto será contra. O governo teme uma sabatina transparente, na qual os membros da oposição possam fazer as perguntas pertinentes ao ministro Jorge Messias”.

Leia também: “Eleição sob suspeita”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 319 da Revista Oeste

As mudanças na composição da CCJ ocorrem às vésperas da sabatina do atual chefe da Advocacia-Geral da União. O governo articulou alterações de última hora em blocos parlamentares para ampliar sua base na comissão. Além da troca de Moro por Renan Filho, houve substituições para ampliar a margem governista no colegiado. 

Leia ainda: “O supremo estafeta”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 319 da Revista Oeste

Com a nova configuração, a base aliada projeta alcançar ao menos 15 votos favoráveis, acima dos 14 necessários para que a indicação avance ao plenário do Senado.

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2 comentários
  1. Osmair Mendonça
    Osmair Mendonça

    O bras é comandado por uma quadrilha bem articulada. Não somos diferentes da Venezuela .

  2. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Perda de tempo; o cara já está aprovado, infelizmente; pra que essa sabatina?

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