A proposta de acordo de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, mencionou sim o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento, de acordo com informações publicadas pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, detalhou contratos milionários firmados entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado.
O material, entregue durante negociações com autoridades federais, foi rejeitado pela Polícia Federal (PF) por não atender aos requisitos necessários para um acordo de delação.
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Um dos anexos da colaboração fazia referência direta a Moraes e descrevia a relação contratual entre o Master e o escritório de Viviane. Conforme o relato apresentado por Vorcaro, o contrato de R$ 129 milhões teria sido firmado com o objetivo de estreitar relações com o ministro do STF.

Ainda de acordo com o ex-banqueiro, nenhuma contrapartida teria sido oferecida ou recebida em troca da contratação.
Delação oferecida por Vorcaro não preencheu critérios da PF
A proposta também mencionava um novo vínculo entre o banco e o escritório de advocacia, estimado em cerca de R$ 50 milhões. O contrato ampliaria uma relação profissional já conhecida pelas autoridades e que vinha sendo analisada no âmbito das apurações.
A PF, contudo, concluiu que as informações fornecidas não preenchiam os critérios exigidos pela legislação para a formalização da delação premiada. Com isso, a proposta foi rejeitada e não avançou para a fase de homologação.
+ “O que Vorcaro ainda não contou sobre o contrato com a mulher de Moraes?“






































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