publicidade
Política

Moro critica plano do CNJ para enfrentar crise carcerária

Para senador, país tem ‘prisão de menos e não prisão demais’

Senador Sergio Moro durante sessão na CPI do Crime Organizado | Foto: Reprodução/Twitter/X
Senador Sergio Moro durante sessão na CPI do Crime Organizado | Foto: Reprodução/Twitter/X

O senador Sergio Moro (União-PR) usou a sessão da CPI do Crime Organizado desta quarta-feira, 19, para contestar principalmente o Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras, o Pena Justa

A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o governo federal, atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte entende que o sistema carcerário vive um “estado de coisas inconstitucional”.

Receba nossas atualizações

Moro: “celas abertas”

Segundo Moro, o plano “soa muito como plano de celas abertas”, por priorizar medidas de redução da superlotação. O senador afirmou que o país tem “prisão de menos e não prisão demais”. Acrescentou dessa forma que a opinião pública rejeita a ideia de resolver o problema “abrindo as portas das cadeias”. 

Embora tenha ressaltado que “não se deve vulgarizar a prisão”, argumentou que o Congresso tem trabalhado para endurecer punições, ao contrário do que defende o CNJ. Ele também criticou o Ministério da Justiça por apoiar a “progressão automática de regime sem avaliação de mérito”.

O diretor de Inteligência Penal da Senappen, Antônio Glautter de Azevedo Morais, convocado a depor, rebateu as críticas. Ele afirmou que há “desinformação” sobre o Pena Justa e destacou que o plano foi construído com base em audiências públicas e estudos técnicos para identificar falhas estruturais do sistema. 

Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Ao explicar o eixo que trata da “porta de entrada”, enfatizou que a proposta não busca liberar presos, mas “racionalizar” o ingresso no sistema, garantindo que apenas quem realmente precisa seja encarcerado. Morais mencionou ainda o impacto financeiro da política penitenciária. Enquanto um preso custa, em média, R$ 2.500 por mês ao Estado, a monitoração eletrônica custa cerca de R$ 200 a R$ 250 mensais. 

Ao comentar as diretrizes de “ambiência”, reforçou que melhorias estruturais não beneficiam apenas detentos, mas também policiais penais, trabalhadores e visitantes submetidos a condições degradantes. “A condição que aflige o preso aflige também o policial penal e o visitante, que muitas vezes chega com crianças”.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.