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Política

Moraes libera ação contra Eduardo para julgamento no STF

PGR pede condenação do ex-deputado por suposta tentativa de pressionar ministros da Corte a partir de articulações nos Estados Unidos

eduardo bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O ex-deputado responde à acusação de coação no curso do processo em razão de sua atuação nos Estados Unidos.

A análise ocorrerá de forma presencial pela 1ª Turma do STF. A data do julgamento ainda depende de definição do presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

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Relator do caso, Moraes havia solicitado as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa do ex-parlamentar. Essa etapa marca o encerramento da instrução processual e antecede o julgamento do mérito da ação.

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro

Nas alegações finais, a PGR defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que o ex-parlamentar atuou de forma contínua para constranger ministros do STF e influenciar processos relacionados à investigação sobre a suposta tentativa de golpe.

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo a acusação, Eduardo articulou nos Estados Unidos medidas de pressão contra integrantes da Corte, incluindo iniciativas voltadas à aplicação de sanções econômicas e diplomáticas.

Para Gonet, as ações atribuídas ao ex-deputado teriam buscado beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa, conduzida pela Defensoria Pública da União, contestou a participação de Alexandre de Moraes no julgamento. Os advogados argumentam que o ministro não poderia atuar no caso por figurar entre os supostos alvos das condutas descritas pela acusação.

A 1ª Turma recebeu a denúncia apresentada pela PGR em novembro do ano passado. Votaram pelo prosseguimento da ação os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Em fevereiro, o Supremo formalizou a abertura da ação penal.

A investigação integra um inquérito que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, a PGR optou por não denunciar o ex-chefe do Executivo neste caso específico.

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