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Política

Fachin vota para condenar Collor à prisão

O ministro do STF também votou para condenar os outros dois réus

Fachin é o relator da ação contra o ex-senador no caso que envolve supostos pagamentos de propina em contratos da BR Distribuidora | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou nesta quarta-feira, 17, pela condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello a 33 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Inicialmente, a reclusão seria em regime fechado.

Fachin é o relator da ação contra o ex-senador no caso que envolve supostos pagamentos de propina em contratos da BR Distribuidora, uma antiga subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. As investigações começaram na Operação Lava Jato.

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Também são parte da ação Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, apontado como operador particular do suposto esquema e amigo de Collor, e Luis Pereira Duarte de Amorim, suspeito de ser o diretor-financeiro das empresas do ex-presidente.

O ministro também votou para condenar os outros dois réus. Bergamaschi a uma pena de oito anos um mês de reclusão, e Amorim a uma pena de 16 anos e dez meses de reclusão, ambas em regime inicial fechado.

Além da pena, Fachin votou para determinar o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos de R$ 20 milhões — o valor deverá ser pago por Collor, Bergamaschi e Amorim. Ainda faltam os votos dos demais nove ministros do STF.

A acusação contra o ex-presidente

Collor
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A PGR, à época comandada por Rodrigo Janot, acusou o ex-presidente e seu grupo político de terem recebido R$ 30 milhões em propina.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, havia pedido, em outubro de 2021, que o julgamento fosse marcado, para evitar que o caso prescrevesse. “Considerando cuidar-se de pretensão punitiva estatal em concreta ameaça de extinção pelo instituto da prescrição, tendo em vista a aplicabilidade ao caso, ao menos a um dos denunciados, da causa de redução do lapso temporal prevista no Código Penal, indico preferência regimental”, justificou o ministro na ocasião.

O mandato de Collor no Senado Federal se encerrou em 1º de fevereiro. Ele se candidatou ao governo de Alagoas nas eleições de 2022 e terminou o pleito em terceiro lugar.

O que diz Collor

Em nota, a defesa do ex-senador acredita que as acusações da PGR não se sustentam. “A defesa tem convicção de que as acusações não têm nenhuma sustentação nas provas e no que efetivamente ocorreu.”

12 comentários
  1. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Basta o Collor fazerr amizade com Renan Calheiros e está tudo resolvido.

  2. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    E o Renan, quando vai para a cadeia Fachin?

  3. Eduardo
    Eduardo

    Aos amigos a descondenação. Aos não amigos, o rigor da lei!

  4. Carlos
    Carlos

    Esse Fachin é uma piada de mau gosto. De canetada soltou o larápio. Pau que bate em Chico bate em Francisco. Leva o nine de volta para Curitiba.

  5. Osvaldo Costa
    Osvaldo Costa

    O mais cômico é o Fachin estar preocupado com prescrição de crime.

  6. Manoel Nepomuceno Agra
    Manoel Nepomuceno Agra

    Enquanto isso os amigos do CLEPTOREI tendo suas condenações anuladas para não delatar o chefe.
    Que o diga o SERGIO CABRAL, mais de 400 anos de condenação. Agora só a pólvora resolve.

  7. Ivin
    Ivin

    Não aprende nunca.
    Se tivesse apoiado o Lullys não estaria nessa fria.
    Quem disse que democracia aceita antagonismos? Nem que fosse pelo Brasil.
    Todo mundo tem que repetir a cartilha, bem entendido?

  8. NÃO AO SOCIALISMO
    NÃO AO SOCIALISMO

    Ok! Mas o grande líder… Isso é judiciário?

  9. Raimundo Rabelo Lucas
    Raimundo Rabelo Lucas

    Kkkkkkkkk
    Esse Fachin é uma graça. Aliás a justiça brasileira, em especial a dita suprema corte. Prender o ex- presidente Collor e o meliante Lula, O LADRÃO DE NOVE DEDOS, que esse indivíduo do STF descondenou solto, . É vivemos em um país com inversão de valores e leis. Bandidos soltos e presidindo o país.

  10. Pedro Henrique
    Pedro Henrique

    Foi apoiar o Bolsonaro, agora vai em cana, apoiar o Bolsonaro, esse é o crime!

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