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Política

Mendonça cobra informações de governo e Congresso sobre 'fundão'

O primeiro despacho do ministro na Corte foi proferido em resposta a uma ação apresentada pelo Partido Novo

Ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça | Foto: Isac Nóbrega/PR

O ministro André Mendonça, recentemente empossado no Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou informações da Presidência da República e do Congresso Nacional sobre a aprovação do “fundão” eleitoral de R$ 4,9 bilhões para bancar as eleições deste ano.

O primeiro despacho do ministro na Corte foi proferido em resposta a uma ação apresentada pelo Partido Novo, que apontou supostas ilegalidades na criação do fundo.

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Mendonça determinou um prazo de cinco dias para que o Executivo e o Legislativo apresentem as informações sobre o assunto. O magistrado também cobrou um posicionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) em até três dias.

Depois de obter as informações solicitadas, Mendonça assegurou que pautará o tema para análise dos demais ministros do Supremo, em julgamento a ser realizado em plenário.

“Em homenagem à segurança jurídica a ser necessariamente promovida pela jurisdição constitucional, assim como diante da relevância do acesso aos recursos do FEFC no âmbito da decisão pela migração partidária e da igualdade de chances no pleito eleitoral, demonstra-se recomendável que esta Corte aprecie de maneira colegiada o pleito cautelar aqui apresentado antes dos marcos temporais supracitados”, anotou o ministro do STF.

Na ação apresentada pelo Novo, a legenda pede que seja mantido o valor inicial do fundo eleitoral, em R$ 2,1 bilhões, para o pleito de outubro.

A legenda argumenta ainda que a proposta de cálculo do valor do “fundão”, aprovada por meio de uma emenda apresentada durante a tramitação do projeto na Câmara, não detalha a fonte de recursos para custear as despesas previstas — o que seria inconstitucional.

“Não foi por proposta do Poder Executivo, que é privativa por força constitucional, a nova fórmula de cálculo para o aumento discricionário do Fundo Eleitoral ocorrido quando da aprovação do Projeto da LDO 2022 pelo Congresso Nacional, o que faz com que exista um vício de constitucionalidade formal insuperável, que macula o aumento pretendido e escancara a intenção dos parlamentares em simplesmente aumentar os recursos disponíveis para as suas campanhas eleitorais à custa do Erário”, diz o Novo.

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9 comentários
  1. Dirceu Edmilson Theiss
    Dirceu Edmilson Theiss
  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Parabéns, ministro Mendonça. Parabéns, partido Novo. A nação pode respirar um pouco de esperança.

    1. Dirceu Edmilson Theiss
      Dirceu Edmilson Theiss
  3. Eduardo Celso Poiano
    Eduardo Celso Poiano

    Você pode não gostar do Amoêdo (eu também não gosto), mas o fato do Novo ser o único partido a não utilizar o fundo eleitoral me faz votar em seus candidatos para o Congresso.

  4. BRASIL A CIMA DE TODOS
    BRASIL A CIMA DE TODOS

    Começou bem, vejamos o que as hienas irão fazer

  5. João Mário
    João Mário

    Na média cada candidato eleito em 2022 custará mais de 3.000.000 só de fundo eleitoral. Fora os gastos com a urna, segurança, etc. São canalhas, todos deputados e senadores do PT votaram pelos 5,7 BILHÕES

  6. Renato Perim
    Renato Perim

    Chegou metendo o pé na porta, batendo o pau na mesa! Começou muito bem!!

  7. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Com que direito os partidos políticos podem se apossar de BILHÕES DE REAIS dos contribuintes ?

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