O funkeiro Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, compareceu, nesta quinta-feira, 9, à Câmara Municipal de São Paulo para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões. A ida ocorreu um dia depois de ele perder na Justiça uma ação que tentava suspender sua convocação.
O cantor alegava abuso de poder e perseguição política por parte do presidente da comissão, o vereador Rubinho Nunes (União Brasil). Durante a sessão, Ryan chegou a cantar o trecho de sua música Cracolândia, direcionado ao parlamentar.
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Na ação judicial, o artista argumentou que a CPI havia se desviado de sua finalidade original, que é investigar omissões do poder público na fiscalização dos bailes de rua, para “criminalizar o funk”.
Outros artistas, como MC Pipokinha, Salvador da Rima e Gato Preto, também foram chamados, mas não compareceram às sessões anteriores.
Justiça mantém depoimento de MC Ryan
O Tribunal de Justiça rejeitou os argumentos. O juiz Caio Hunnicutt Fleury Moraes, da 1ª Vara da Fazenda Pública, afirmou que o caso envolve a autonomia do Legislativo, e não há indícios de ilegalidade que justifiquem intervenção judicial.
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O magistrado considerou ainda que o receio de exposição pública ou de uso político da CPI não é motivo suficiente para suspender os trabalhos. Ele afirmou que pode haver questionamento de eventuais excessos depois.
Cumprindo a determinação da Justiça, o funkeiro compareceu à oitiva depois de faltar a uma convocação anterior. Ele havia justificado a ausência e não foi alvo de condução coercitiva.








































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