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Política

MC Ryan vai ser intimado para depor na CPI dos Pancadões

Comissão é presidida na Câmara de Vereadores de São Paulo, sob presidência de Rubinho Nunes (União Brasil)

MC Ryan pode ser levado à CPI de forma coercitiva | Foto: Reprodução/Instagram
O ministro considerou irregular a manutenção da prisão por 30 dias | Foto: Reprodução/Instagram

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quinta-feira, 3, o requerimento que determina a intimação do funkeiro MC Ryan à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões.

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De acordo com o vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que preside a comissão, a decisão foi tomada porque o cantor não compareceu à CPI depois de reiterados convites.

“É inadmissível que uma figura pública, citada no contexto da CPI, se recuse a colaborar com os trabalhos do Legislativo”, afirmou Rubinho Nunes durante a sessão. “A intimação é necessária para garantir o andamento da investigação.”

Objetivo da CPI dos Pancadões

Instalada em maio deste ano, a CPI dos Pancadões tem como objetivo investigar quem organiza, financia e lucra com as festas clandestinas nas ruas da capital paulista.

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), de São Paulo
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), de São Paulo | Foto: Lucas Bassi/Rede Câmara

De acordo com Rubinho, moradores de São Paulo reclamam constantemente do som alto dos bailes funk, especialmente aos fins de semana. O parlamentar também afirmou que há relatos de prostituição e tráfico de drogas nos locais onde os pancadões ocorrem.

Leia mais: “Vereadora quer canhão sonoro para dispersar multidão em pancadões de São Paulo”

Para o vereador, os pancadões não são festas, mas estruturas ilegais, alimentadas pelo crime organizado. Rubinho também disse que as festas clandestinas são uma crise urbana que impacta diretamente as comunidades mais vulneráveis.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por embate entre os vereadores. Amanda Paschoal (Psol), que integra a comissão, acusou Rubinho de não ter “empatia com mães de vítimas de violência policial durante as intervenções em pancadões”. 

Vereadora do Psol diz que CPI promove a criminalização do funk

Além disso, a psolista afirmou que a CPI estaria “promovendo a criminalização do funk como manifestação cultural nas periferias”.

Leia mais: “A glamourização do crime”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 258 da Revista Oeste

Rubinho rebateu as críticas. O parlamentar defendeu a população trabalhadora das comunidades. Para o vereador, o problema não está no estilo musical, mas na violação do direito ao descanso dos moradores.

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