O pastor Silas Malafaia afirmou ser alvo de “perseguição política” depois de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante culto realizado neste domingo, 3, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na zona norte do Rio de Janeiro, que reuniu mais de 6 mil pessoas.
No evento, Malafaia voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e sustentou que suas falas não configuram crime, por terem caráter genérico e não mencionarem nomes diretamente.
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A cerimônia contou com a presença de aliados políticos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) e o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que foram chamados ao altar durante o culto.
Críticas ao governo e à atuação do STF
Durante a pregação, Malafaia também direcionou críticas ao governo federal, especialmente a programas sociais. Ele questionou a ampliação do Bolsa Família e afirmou que a política pública estaria sendo utilizada com fins eleitorais.
“Favor de governo é para ajudar a linha da miséria, não é para comprar voto”, disse o pastor. “Como é que esse país vai prosperar onde os beneficiados do governo são mais do que as pessoas que produzem?”
O líder religiosotambém criticou mudanças na legislação trabalhista, como o debate sobre o fim da escala 6×1, além de atacar o inquérito das fake news em tramitação no STF, que classificou como “ilegal” e “imoral”.
Malafaia fala sobre denúncia
Malafaia se tornou réu por injúria após denúncia relacionada a declarações feitas sobre integrantes das Forças Armadas. O caso foi analisado pelo STF, que entendeu não haver calúnia, mas apontou possível ofensa à honra.
As declarações fazem referência a um discurso feito em abril de 2024, na Avenida Paulista, quando Malafaia criticou generais do Exército.
Ao comentar o episódio, o pastor afirmou que suas críticas não são motivadas por ódio, mas fez nova referência ao ministro Alexandre de Moraes:“Se não se arrepender, virá justiça sobre ele em nome de Jesus”.
Aproximação política
Antes do culto, Flávio Bolsonaro e outros aliados se reuniram com Malafaia em uma sala reservada, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Depois do encontro, o senador afirmou que buscava oração do pastor.
Durante a cerimônia, os políticos presentes foram chamados ao altar e receberam aplausos do público, em um gesto que, nos bastidores, foi interpretado como sinal de reaproximação entre Malafaia e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
+ Aliados costuram aproximação, e Malafaia deve anunciar apoio público a Flávio
A movimentação ocorre em meio à reorganização de forças no Rio de Janeiro, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo. Lideranças do PL avaliam que o apoio de líderes evangélicos pode ter peso relevante nas próximas eleições.
Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara e pastor licenciado da ADVEC, tem atuado na aproximação de Flávio com igrejas, embora reconheça a fragmentação interna do segmento.
Restrição de contato com Bolsonaro
Ao final do culto, Malafaia afirmou que está impedido de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
“Eu estou impedido de falar com ele por uma cautelar do ministro Alexandre de Moraes”, disse. “Mande para ele o meu abraço.”
Segundo o pastor, a relação entre os dois sempre incluiu diálogo franco, inclusive com críticas e sugestões durante o período em que Bolsonaro esteve na Presidência.
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Pode ser coisa da minha cabeça, mas quando menciona a perseguição a matéria usa aspas, que o próprio citado duvido ter usado, mas ao mencionar sua fala sobre o STF usa o verbo “ataque”, mas sem aspas. Será que até a sagrada revista oeste esquerdizou? Devo cancelar minha assinatura?