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Política

Malafaia diz ser 'perseguido' por Moraes e reforça apoio a Flávio em culto

O pastor, que foi denunciado por injúria, diz que inquérito das fake news busca calar críticos

Malafaia e Flávio
Pastor Silas Malafaia e o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Divulgação/X/@PastorMalafaia

O pastor Silas Malafaia afirmou ser alvo de “perseguição política” depois de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante culto realizado neste domingo, 3, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na zona norte do Rio de Janeiro, que reuniu mais de 6 mil pessoas.

No evento, Malafaia voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e sustentou que suas falas não configuram crime, por terem caráter genérico e não mencionarem nomes diretamente.

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+ 1ª Turma do STF forma maioria para tornar Malafaia réu

A cerimônia contou com a presença de aliados políticos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) e o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que foram chamados ao altar durante o culto.

Críticas ao governo e à atuação do STF

Durante a pregação, Malafaia também direcionou críticas ao governo federal, especialmente a programas sociais. Ele questionou a ampliação do Bolsa Família e afirmou que a política pública estaria sendo utilizada com fins eleitorais.

“Favor de governo é para ajudar a linha da miséria, não é para comprar voto”, disse o pastor. “Como é que esse país vai prosperar onde os beneficiados do governo são mais do que as pessoas que produzem?”

O líder religiosotambém criticou mudanças na legislação trabalhista, como o debate sobre o fim da escala 6×1, além de atacar o inquérito das fake news em tramitação no STF, que classificou como “ilegal” e “imoral”.

Malafaia fala sobre denúncia

Malafaia se tornou réu por injúria após denúncia relacionada a declarações feitas sobre integrantes das Forças Armadas. O caso foi analisado pelo STF, que entendeu não haver calúnia, mas apontou possível ofensa à honra.

As declarações fazem referência a um discurso feito em abril de 2024, na Avenida Paulista, quando Malafaia criticou generais do Exército.

Ao comentar o episódio, o pastor afirmou que suas críticas não são motivadas por ódio, mas fez nova referência ao ministro Alexandre de Moraes:“Se não se arrepender, virá justiça sobre ele em nome de Jesus”.

Aproximação política 

Antes do culto, Flávio Bolsonaro e outros aliados se reuniram com Malafaia em uma sala reservada, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Depois do encontro, o senador afirmou que buscava oração do pastor.

Durante a cerimônia, os políticos presentes foram chamados ao altar e receberam aplausos do público, em um gesto que, nos bastidores, foi interpretado como sinal de reaproximação entre Malafaia e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

+ Aliados costuram aproximação, e Malafaia deve anunciar apoio público a Flávio

A movimentação ocorre em meio à reorganização de forças no Rio de Janeiro, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo. Lideranças do PL avaliam que o apoio de líderes evangélicos pode ter peso relevante nas próximas eleições.

Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara e pastor licenciado da ADVEC, tem atuado na aproximação de Flávio com igrejas, embora reconheça a fragmentação interna do segmento.

Restrição de contato com Bolsonaro

Ao final do culto, Malafaia afirmou que está impedido de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Eu estou impedido de falar com ele por uma cautelar do ministro Alexandre de Moraes”, disse. “Mande para ele o meu abraço.”

Segundo o pastor, a relação entre os dois sempre incluiu diálogo franco, inclusive com críticas e sugestões durante o período em que Bolsonaro esteve na Presidência.

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1 comentário
  1. ROBERTO SUMITA
    ROBERTO SUMITA

    Pode ser coisa da minha cabeça, mas quando menciona a perseguição a matéria usa aspas, que o próprio citado duvido ter usado, mas ao mencionar sua fala sobre o STF usa o verbo “ataque”, mas sem aspas. Será que até a sagrada revista oeste esquerdizou? Devo cancelar minha assinatura?

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