Depois de cinco horas da leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes, o presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, encerrou, às 14h20 desta terça-feira, 9, mais uma sessão dedicada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado. A próxima sessão terá início às 15h30 de hoje, com a leitura do parecer de Flávio Dino.
Na primeira sessão desta terça-feira, Moraes votou para condenar o grupo. Relator do caso, ele foi o primeiro a votar no processo. Além dele, de Dino e de Zanin, outros dois ministros integram a 1ª Turma do STF: Cármen Lúcia e Luiz Fux.
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O julgamento em curso é voltado ao chamado “núcleo 1” da suposta trama de tentativa de ruptura institucional. As denúncias foram apresentadas ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. De acordo com o chefe do Ministério Público Federal, os réus devem ser penalizados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e dano a patrimônio tombado.
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Além de Bolsonaro, os demais réus são os seguintes:
- Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República;
- Walter Braga Netto, general do Exército, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice-presidente da República nas eleições de 2022 pelo Partido Liberal (PL);
- Alexandre Ramagem, deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência;
- Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
- Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; e
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa.
Voto de Moraes no julgamento de Bolsonaro
Para Moraes, os oito réus devem ser condenados. Diferentemente dos demais, Ramagem responde por três dos cinco crimes listados pela PGR: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Há a expectativa de que o julgamento tenha sessões até sexta-feira 12.
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É só aqui nesta República tupiniquim que o ex advogado de Lulinha, se torna ministro e julga o inimigo número um do PT.