publicidade
Política

JBS paga US$ 1 mi e se livra de processo em Nova York

O desfecho ocorre menos de cinco meses depois da estreia das ações da empresa na bolsa norte-americana

JBS
O acordo determina que a empresa revise o conteúdo de seu marketing ambiental e apresente relatórios anuais ao gabinete da procuradora-geral Letitia James | Foto: Divulgação/JBS

Depois de enfrentar acusações de práticas enganosas sobre seu impacto ambiental, a JBS concordou em desembolsar US$ 1,1 milhão para pôr fim ao processo movido pelo Estado de Nova York. O acordo determina que a empresa revise o conteúdo de seu marketing ambiental e apresente relatórios anuais ao gabinete da procuradora-geral Letitia James.

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Receba nossas atualizações

“Os nova-iorquinos merecem saber a verdade quando se trata do impacto ambiental dos produtos que compram”, Letitia James, responsável pela ação, destacou em nota. Ela ainda afirmou que seu gabinete continuará exigindo responsabilidade de empresas que “enganarem os nova-iorquinos e prejudicarem nosso planeta”.

Resposta da JBS e histórico do processo

Em resposta, a JBS declarou que o acordo não implica admissão de culpa. Segundo a unidade norte-americana da processadora, a corporação segue comprometida com o apoio à agricultura sustentável e investe continuamente em soluções que fortalecem a resiliência do sistema alimentar.

O processo teve início em fevereiro de 2024, quando Letitia James alegou que a JBS promovia metas de “emissões líquidas zero” até 2040 sem apresentar um plano viável para atingi-las. Embora o tribunal local tenha rejeitado a denúncia neste ano, concedeu ao gabinete da procuradora-geral 90 dias para apresentar uma nova versão do caso.

Contexto do acordo e destino dos recursos

O desfecho ocorre menos de cinco meses depois da estreia das ações da JBS na Bolsa de Nova York. A oferta pública inicial da companhia nos Estados Unidos provocou reações negativas de ambientalistas e parlamentares em Washington, tornando-se alvo de intenso debate público.

O valor de US$ 1,1 milhão será destinado ao Programa de Saúde e Resiliência do Solo, da Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade Cornell, com o objetivo de apoiar práticas agrícolas que reduzam emissões e ampliem a produtividade. O gabinete de Letitia James informou que os recursos vão beneficiar agricultores locais na adoção de métodos que promovam maior resiliência e sustentabilidade.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.