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Política

Indicação de Messias é 'absolutamente inoportuna', diz líder do PL no Senado

Carlos Portinho afirma que bancada vai atuar de forma unificada e formaliza posição em nota conjunta com o Novo

carlos portinho
O líder do Partido Liberal no Senado, Carlos Portinho (RJ), quer mais influência do Congresso Nacional na escolha dos ministros do STF | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder do Partido Liberal (PL) no Senado, Carlos Portinho (RJ), anunciou a definição de um posicionamento unificado da sigla, contrário à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a favor da derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria. O fechamento de questão foi assinado conjuntamente com o Novo.

“Durante os últimos cinco anos à frente da liderança do PL no Senado, nunca ‘fechamos questão’ sobre qualquer tema”, disse Portinho em publicação no X. Desta vez, porém, a bancada do PL no Senado “dá uma demonstração de unidade e coesão” ao alinhar o posicionamento relativo a dois temas relevantes para o país.

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“Seremos contra a indicação de Messias ao STF e a favor da derrubada do veto à dosimetria”, escreveu. O senador reforçou a avaliação de que a indicação do atual advogado-geral da União é “absolutamente inoportuna neste momento”, enquanto a revisão do veto representa “o primeiro passo para um avanço concreto rumo à pacificação do país”.

Portinho também destacou o caráter vinculante da decisão. “O fechamento de questão é um instrumento formal que nos vincula à posição definida pela bancada”, disse. “É exatamente isso que a sociedade exige neste momento: clareza e firmeza.”

Novo assina nota com o PL sobre indicação de Messias e dosimetria

Nos parágrafos finais, o posicionamento formalizado em nota conjunta traz a assinatura de senadores do partido Novo. O documento afirma que a medida “traduz exatamente esse compromisso: agir com unidade, firmeza e responsabilidade diante dos desafios do país” e classifica a decisão como “um gesto concreto de unidade partidária”.

A nota sustenta ainda que “o atual momento não se mostra adequado para a nomeação de novos membros” ao STF, ao mencionar um cenário de “instabilidade institucional” e “distanciamento crescente entre a Corte, o Poder Legislativo e a sociedade brasileira”.

Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a ministro do Supremo Tribunal Federal | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em relação à dosimetria, o texto afirma que a derrubada do veto representa “um passo importante na busca pela pacificação nacional” e simboliza “o compromisso com a restauração do equilíbrio, com a promoção da justiça e com o fortalecimento das liberdades individuais”.

O texto é subscrito, além de Portinho, por nomes como Rogério Marinho (PL-RN), Eduardo Girão (Novo-CE), Izalci Lucas (PL-DF), Jorge Seif (PL-SC) e Jaime Bagattoli (PL-RO). “Seguimos unidos”, escreveu Portinho em referência aos senadores.

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