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Política

Hugo Motta diz que projeto sobre o Banco Central é resposta ao caso Master

O presidente da Câmara afirma que o PL fornecerá segurança jurídica diante das fragilidades apontadas pelo caso do Banco Master

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse ao jornal Folha de S.Paulo que ter colocado em pauta o projeto de lei (PL) que busca melhorar instrumentos do Banco Central para lidar com instituições financeiras em dificuldades será a resposta do Legislativo ao caso do Banco Master.

Motta afirmou que há acordo para votar na quarta-feira 4, no mais tardar na quinta-feira 5. O PL estava em tramitação desde 2019. No entanto, virou prioridade depois dos desdobramentos do escândalo do banco de Daniel Vorcaro.

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De acordo com o presidente da Câmara, a proposta fornecerá segurança em um momento que destaca fragilidades do sistema bancário depois da liquidação do Master.

Conhecida como PL de Resolução Bancária, o texto prevê a utilização prioritária de recursos privados para a absorção de perdas a fim de evitar o uso de recursos públicos nos casos de quebra de uma instituição financeira.

“É uma resposta prática que a Câmara dá para evitar que problemas como esse voltem a acontecer”, disse Motta. “E serve um pouco [para afastar] essa guerra de narrativa que, no final do dia, não resolve nada.”

Para Hugo Motta “essa eficiência tem que vir aliada à segurança, e o intuito da pauta é justamente demonstrar que a Câmara tem dialogado com o setor financeiro, que quanto mais seguro esse sistema for, melhor para o país”.

Principais mudanças do PL anunciado por Hugo Motta

  • Abrangência

Cria um arcabouço único de resolução para bancos públicos e privados, operadoras de infraestrutura do mercado financeiro, Bolsas de Valores e seguradoras — hoje sem regra específica comum para gestão de crises.

  • Preparação para crises

Autoriza o Banco Central e demais autoridades a exigir, em tempos normais, medidas preventivas para reduzir riscos e facilitar eventual resolução.

  • Menor uso de dinheiro público

Prioriza recursos privados para absorver perdas, incluindo:

— reconhecimento de prejuízos por acionistas e credores ou conversão de dívidas em ações (“bail-in”);
— criação de colchões de capital elegíveis a cancelamento ou conversão;
— formação de fundos financiados pelas próprias instituições (além do FGC); e
— exigência de esgotamento de recursos privados antes de eventual aporte da União, em caso de risco sistêmico.

  • Ajustes regulatórios

Permite que o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários determinem mudanças preventivas nas instituições para mitigar riscos.

  • Celeridade nos processos

Estabelece mecanismos mais rápidos para transferência de controle, venda de ativos e liquidação, buscando preservar valor e reduzir perdas para credores e para a sociedade.

Confira:

2 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Esse calhorda ainda se “promove” por desenterrar um PL engavetado há mais de SEIS ANOS. Mas o da ANISTIA ……..
    Porque será que só temos tido calhordas nas presidências das duas casas?

  2. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Se o PT for a favor, tem pegadinha para controlar o BC. Vamos prestar atenção nos jabotis…

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