O colégio de líderes da Câmara dos Deputados chegou, nesta semana, a um acordo para manter a divisão no comando das comissões permanentes da Casa. O tema foi deliberado em reunião de líderes realizada na quarta-feira 28.
A manutenção da divisão das comissões foi proposta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A ideia do deputado é evitar uma renegociação ampla entre os partidos, permitindo que os colegiados sejam instalados logo na volta dos trabalhos legislativos, na próxima semana.
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Há apenas uma excessão ao acordo: o Partido Liberal (PL) e o Partido Social Democrático (PSD) acertaram entre si a troca nos comandos das comissões de Agricultura e de Minas e Energia.
Assim, o PSD ficará com a presidência da Comissão de Agricultura. Enquanto isso, o PL assume a Comissão de Minas e Energia.
Com o comando de cinco colegiados, o PL é o partido com mais comissões na divisão acordada. Em 2026, a sigla terá a presidência, além de Minas e Energia, das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional; Saúde; Turismo; e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
CCJ da Câmara segue com o União Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara seguirá sob comando do União Brasil. O colegiado é considerado o mais importante, pois analisa a constitucionalidade e legalidade de todas as propostas, podendo travar matérias já no início de sua tramitação.
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Já o Partido dos Trabalhadores (PT), no âmbito da federação PT-PCdoB-PV, ficou com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O colegiado é estratégico, pois examina a compatibilidade e adequação financeira e orçamentária de qualquer proposta que tenha impacto financeiro — proferindo um parecer terminativo sobre o projeto.
Além da CFT, os três partidos da federação distribuirão entre si as comissões da Amazônia e Povos Originários; Cultura; Defesa do Consumidor; Direitos Humanos; e Fiscalização Financeira.
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