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Amazonas: grupos LGBT acionam STF e pedem liberação de crianças na Parada Gay

Proibição segue em vigor no Amazonas desde a promulgação de uma lei do deputado estadual Delegado Péricles

LGBT | Os grupos LGBT+ dizem que a restrição é ‘quase um projeto de eugenia' | Foto: Reprodução/Freepik
Os grupos LGBT+ dizem que a restrição é ‘quase um projeto de eugenia' | Foto: Reprodução/Freepik

Grupos LGBT acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar uma lei, de autoria do deputado estadual do Amazonas Delegado Péricles (PL), que proibiu a participação de crianças e adolescentes na Parada Gay.

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A legislação que entrou em vigor em outubro prevê que menores de idade só podem frequentar os desfiles com autorização judicial. 

O deputado Delegado Péricles disse que as paradas de orgulho LGBT têm “a prática de exposição do corpo, com constante imagem de nudez, simulação de atos sexuais e manifestações que resultam em intolerância religiosa”. 

Leia também: “Revelado gasto do Banco do Brasil com a Parada Gay”

No entanto, a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) e a Aliança Nacional LGBTI+ pedem que a lei seja declarada inconstitucional pelo STF. 

Os grupos dizem que a restrição é “quase um projeto de eugenia”, porque, segundo eles, impedem jovens homossexuais de terem contato com as manifestações. 

Leia mais: “Crianças ‘brincam’ de strippers em Parada Gay na Pensilvânia”

“A lei impugnada não legisla para proteger a infância e a juventude, mas para atacar infâncias e juventudes que destoam do padrão hegemônico da sociedade cisheteronormativa”, afirmam, na ação protocolada no STF. 

Fernando Holiday segue Amazonas e avança contra militância LGBT

Fernando Holiday
Para Fernando Holiday, o evento da Parada Gay é inadequado para menores | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Na cidade de São Paulo, o vereador Fernando Holiday (Republicanos) informou, em junho do ano passado, que pretende protocolar na Câmara Municipal um projeto de lei para proibir a presença de crianças na Parada Gay. Para ele, o evento é inadequado para menores. 

Outro vereador da capital, Rubinho Nunes (União), também se manifestou contra a presença de crianças na Parada Gay. “Um grupo político de extrema esquerda usou crianças para propagar agenda trans”, escreveu. “Levar seu filho à igreja é imoral. Ensinar valores tradicionais é machismo. Onde está o Conselho Tutelar nessas horas?”

Leia também: “João Pessoa: Projeto de Lei proíbe crianças em paradas LGBT”

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