O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reúne-se nesta quarta-feira, 1°, em Brasília, para decidir se as obras da usina nuclear Angra 3 serão retomadas. O Ministério de Minas e Energia sedia o encontro, no qual os participantes avaliarão o assunto depois de adiamentos em reuniões anteriores.
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Em dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, o colegiado já havia incluído o tema na pauta, mas conselheiros solicitaram mais tempo para analisar pontos como formas de financiamento e modelo de governança, o que postergou uma definição.
Usina nuclear pode ser alternativa estratégica
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defende a energia nuclear como alternativa para reduzir a dependência do óleo diesel em regiões isoladas e suprir setores industriais de alta demanda energética, como data centers. Ele também ressalta o potencial do setor nuclear no Brasil.
“É inaceitável que o Brasil seja a sétima reserva de urânio do mundo conhecendo apenas 26% do seu subsolo”, afirmou Silveira em um evento recente. O país, no entanto, não está nem entre os dez maiores produtores mundiais de urânio, principal combustível dos reatores, segundo a World Nuclear Association.
A Eletronuclear começou as obras de Angra 3 nos anos 1980 e as interrompeu em 2015, quando já havia executado 65% do projeto. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estima que a conclusão exigirá investimento de R$ 23 bilhões, enquanto abandonar o projeto custaria mais de R$ 20 bilhões.
Modelos de financiamento em debate
O governo estuda utilizar recursos da Eletronuclear, realizar parcerias público-privadas e até permitir aporte de capital estrangeiro para viabilizar a conclusão. A expectativa do MME é que a usina esteja pronta até o fim da próxima década.
A definição de um cronograma depende da deliberação do CNPE. Segundo a Eletronuclear, quando finalizar Angra 3, a usina terá capacidade instalada de 1.405 MW, suficiente para abastecer aproximadamente 4 milhões de pessoas.
Leia também: “Acordo com Eletrobras pode restaurar energia nuclear no Brasil“









































Governo de esquerda é isto aí, além do mais vende reservas de minerais raros para China. O nome desta atrocidade Hipocrisia.
Obra iniciada em 1980, prevista sua conclusão na próxima década… Quando e, se concluída, teremos uma usina nuclear obsoleta novinha em folha. Para um país que forma mais militantes de esquerda que engenheiros, está até bom demais.
Com que dinheiro? Anuncia não basta. É preciso agir. E volta a pergunta: com que dinheiro?