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Política

Governo Lula apoia Irã a enriquecer urânio

Assessor para Assuntos Internacionais, Celso Amorim afirma que o Brasil concorda com o uso de energia nuclear e defende soberania

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã , Ali-Akbar Ahmadian (quarto à direita), durante reunião com Celso Amorim, em Moscou | Foto: Reprodução/Twitter/X
O secretário do Conselho de Segurança do Irã , Ali-Akbar Ahmadian (quarto à direita), durante reunião com Celso Amorim, em Moscou | Foto: Reprodução/Twitter/X

O governo federal, por meio do assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que o Brasil apoia o Irã a usar energia nuclear para fins pacíficos. A posição do membro do governo Lula da Silva inclui a concordância com o enriquecimento de urânio. Essa prática pode ser aplicada principalmente a estratégias militares, como a produção de bombas com altíssimo poder destrutivo.

Amorim fez a declaração durante um encontro com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali-Akbar Ahmadian. O evento ocorreu na noite de quarta-feira, 11, à margem da 13ª Reunião Internacional de Altos Representantes para Assuntos de Segurança, em Moscou, na Rússia.

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Governo Lula defende soberania nuclear

Durante a reunião, ambos os representantes destacaram a importância de manter consultas regulares entre países independentes como forma de enfrentar o unilateralismo nas relações internacionais.

Amorim reiterou o apoio brasileiro ao direito do Irã de desenvolver e usar a energia nuclear. Ahmadian, por sua vez, reafirmou o compromisso do seu país com a manutenção de sua independência nuclear, incluindo o ciclo do combustível e a capacidade de enriquecimento. Ele destacou que Teerã está aberta ao diálogo, mas não aceitará concessões nesse campo.

Ahmadian, do mesmo modo, condenou os ataques de Israel na Faixa de Gaza e defendeu a ideia de que a comunidade internacional se manifeste diante da tragédia humanitária em curso. O iraniano disse ser necessário uma união entre as nações para responsabilizar os autores das violações.

Ao final do encontro, os dois representantes concordaram sobre a importância de fortalecer o comércio bilateral e os intercâmbios científicos entre Brasil e Irã.

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3 comentários
  1. Aeduardo
    Aeduardo

    O que este anão diplomático e seu ídolo precisam explicar e provar, é o que os navios de guerra sancionados pelos EUA vieram fazer em portos brasileiros logo após a posse do Lulu. Reabastecer? Qual rota utilizaram? Houve alguma visita de militares da Marinha a bordo das embarcações de guerra?
    O Brasil explora e enriquece urânio. Bom saber quem controla nosso estoque de urânio 235 desde que passamos a dominar o processamento em centrífugas próprias. Seria uma boa pergunta a ser feita aos cientistas engajados nesta área estratégica nacional.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O retrocesso de um Governa analógico e que congelou no sindicalismo destoa das Democracias Ocidentais.

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