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Política

Governo libera mais de R$ 1 bilhão em emendas depois de derrota no Congresso

Planalto tentou aliviar tensão com o Legislativo antes de votação que derrubou aumento de imposto

O episódio reforça o desgaste da articulação política do governo com o Legislativo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O episódio reforça o desgaste da articulação política do governo com o Legislativo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula acelerou a liberação de emendas parlamentares e empenhou R$ 1,15 bilhão entre segunda-feira 23 e quarta-feira 25 de junho. A medida, no entanto, não surtiu efeito político. No mesmo período, o Congresso rejeitou um decreto presidencial que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Mesmo com os repasses, deputados e senadores impuseram uma derrota ao Planalto. A Câmara aprovou o projeto que susta o decreto por 383 votos a 98. No Senado Federal, a votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal.

Até 23 de junho, o governo havia liberado R$ 776 milhões em emendas — valor considerado baixo diante do volume disponível no Orçamento. Parlamentares vinham demonstrando insatisfação com a lentidão na liberação dos recursos.

Entre segunda e quarta-feira desta semana, o Executivo tentou reverter esse quadro. Injetou mais de R$ 1 bilhão no sistema, elevando o total empenhado no ano para R$ 1,9 bilhão. Ainda assim, a base aliada não sustentou o decreto do IOF.

Pressão por tarifa de energia aumentou tensão no governo antes da votação

O clima azedou na noite de terça-feira 24, quando o governo foi acusado de tentar repassar ao Congresso o desgaste com um possível aumento na conta de luz. A irritação tomou conta da Câmara, segundo relatos de parlamentares.

Inicialmente, a semana não previa votações relevantes por causa dos festejos de São João. No entanto, a condução do Executivo e a pauta econômica geraram reações imediatas, levando à rápida inclusão do projeto contra o aumento do IOF.

+ Leia também: “Acionar STF contra decisão sobre IOF é ‘movimento perigoso’ de Lula, diz deputado”

O episódio reforça o desgaste da articulação política do governo com o Legislativo, mesmo diante de liberações bilionárias em busca de apoio. A tensão deve persistir nos próximos embates orçamentários e fiscais no segundo semestre.

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