publicidade
Política

Flávio Dino suspende emendas impositivas parlamentares

Ministro do STF paralisou o recurso até que novos critérios de 'transparência' sejam aprovados pelo Congresso

Flávio Dino
Flávio Dino considerou que a execução de emendas sem critérios técnicos é incompatível com a Constituição | Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender todas as emendas impositivas propostas por deputados e senadores. A medida se manterá em vigor até que o Congresso Nacional aprove novos critérios de “transparência, rastreabilidade e eficiência”, segundo o magistrado.

A decisão liminar ainda será analisada pelos demais ministros da Corte. Apesar da suspensão, a distribuição de recursos para obras já em andamento e as ações emergenciais não serão afetadas.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

As emendas impositivas, que são valores alocados por parlamentares e pagos obrigatoriamente pelo governo, incluem as “emendas Pix”, emendas individuais e de bancada.

Os argumentos de Flávio Dino sobre decisão de emendas

Flávio Dino considerou que a execução de emendas sem critérios técnicos é incompatível com a Constituição.

“As emendas parlamentares impositivas devem ser executadas nos termos e nos limites da ordem jurídica”, alegou Flávio Dino. Para ele, as emendas impositivas não devem ficar a critério exclusivo dos parlamentares.

Desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve um aumento na participação dos parlamentares em investimentos por meio de emendas.

Impactos da decisão de ministro na autonomia do Executivo

Para Flávio Dino, o atual rito das emendas reduz a autonomia do Executivo na implementação de políticas públicas. Segundo ele, a prática transforma parlamentares em “coordenadores de despesas”.

O ministro destacou que mudanças na Constituição não podem violar o princípio da separação dos Poderes.

Em razão da legislação eleitoral, as emendas de 2024 puderam ser empenhadas até 30 de junho, com liberação ao longo do ano.

Portanto, a decisão de Dino pode ter impacto limitado no curto prazo, mas gera tensão política. Neste ano, o Congresso controlou R$ 49 bilhões em emendas, incluindo R$ 25 bilhões em emendas individuais e R$ 8,2 bilhões em “emendas Pix”.

Reações e críticas

A decisão de Flávio Dino partiu de uma ação do Partido Socialismo e Liberdade (Psol). A sigla questiona emendas constitucionais que tornaram obrigatória a execução de emendas individuais e de bancada.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a decisão. De acordo com ele, um “ato monocrático” não pode mudar o entendimento do Congresso sobre a destinação das emendas.

2 comentários
  1. Moacir Nepomuceno Martins Junior
    Moacir Nepomuceno Martins Junior

    E agora LIRA, vai finalmente colocar em votação a PEC que extingue as Medidas Liminares que membros do STF usam para subjugar leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente?????

    Ou vai continuar permitindo que um UNICO TOGADO DO STF, tenha o poder de, com uma única canetada, subjugar o que foi aprovado por 513 deputados e 81 senadores da República?????

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.