publicidade
Política

Filipe Martins pede extensão de prazo para alegações finais ao STF

Defesa do ex-assessor de Jair Bolsonaro questiona inclusão de novas provas pelo MP no processo

De acordo com informação obtida com exclusividade por Oeste, Filipe Martins rejeitou a busca por novas acusações para ganhar abonos | Foto: Reprodução/Twitter/X
Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República | Foto: Reprodução/Twitter/X

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o prazo de entrega das alegações finais e para contestar provas apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF), durante a madrugada desta quarta-feira, 8.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O prazo estipulado para a apresentação dos memoriais referentes ao chamado “núcleo 2” era de 15 dias, o qual se encerrou às 23h59 da terça-feira, 7, conforme fixado pelo ministro Alexandre de Moraes. As alegações finais representam o momento em que defesa e acusação expõem seus argumentos em documentos escritos, com base nas provas do processo, antes do julgamento. Martins não protocolou o documento na Corte.

Pedidos da defesa de Filipe Martins ao STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

No documento, os advogados de Martins afirmaram que, “por cautela, a defesa ressalva que esta petição incidental não substitui as alegações finais e que apresentará suas alegações finais no prazo que vier a ser fixado por este relator”.

A equipe do ex-assessor também sugeriu que o prazo fosse suspenso e retomado depois da análise do pedido, junto com a proposta de uma nova extensão do prazo, de 15 dias.

Segundo a defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria apresentado elementos inéditos em suas alegações finais de 22 de setembro, de modo a apontar para a condenação de todos os integrantes do núcleo 2.

Por isso, os advogados alegam que as provas, entre elas um ofício do GSI, normativa interna do GSI/2023, enunciado da CGU, análise de corridas por aplicativo, fotografia de declaração e relatos de jantar extraídos de aplicativos, foram inseridas depois do encerramento da instrução e não passaram por perícia técnica.

Leia também: “A Corte na berlinda”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 290 da Revista Oeste

Os representantes de Marcelo Costa Câmara também não enviaram seus memoriais no prazo. Mas, segundo as regras, a ausência de manifestações não impede o andamento do processo. O relator pode remeter o caso para julgamento com base nos autos já existentes, incluindo provas e acusações anteriores.

Acusações e próximos passos do processo

Os acusados do núcleo 2 da suposta tentativa de golpe; STF
Os acusados do núcleo 2 da suposta tentativa de golpe | Foto: Reprodução/YouTube/Jovem Pan News

No núcleo 2, os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio público. Consta na denúncia que o grupo teria coordenado ações de monitoramento e neutralização de autoridades.

Entre os citados estão Filipe Martins, acusado de editar a “minuta do golpe” e apresentar fundamentos a militares; Marcelo Costa Câmara, responsável pelo repasse de agendas; Mario Fernandes, suposto elaborador do plano “Punhal Verde e Amarelo”; Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, apontado por organizar blitz contra eleitores; Marília Ferreira de Alencar, delegada da PF, e Fernando De Sousa Oliveira, delegado da PF, ambos envolvidos em operações policiais, segundo a acusação.

Leia também: “Devaneio supremo”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 290 da Revista Oeste

Depois do fim da fase de alegações finais, o ministro Moraes poderá solicitar ao presidente da 1ª Turma do STF, Flávio Dino, o agendamento do julgamento do núcleo 2.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. PCC
    PCC

    Todos já estão condenados, independente de não haver prova nenhuma.
    É nisto que o Brasil se tornou.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.