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Política

Deputados querem revogar regulamentação de Lula sobre a internet

Parlamentares da oposição protocolam mais de 20 projetos na Câmara

Segundo opositores, soberania nacional é pretexto de Lula da Silva para contestar vigilância dos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) argumenta na justificativa do seu projeto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu abuso do poder regulamentar | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma articulação em massa de deputados da oposição quer derrubar as novas regras impostas pelo governo federal para enquadrar as plataformas digitais. Parlamentares da Câmara dos Deputados protocolaram mais de 20 projetos de decreto legislativo (PDLs) em menos de 24 horas para anular os efeitos dos Decretos n° 12.975 e n° 12.976, assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados constam no Sistema de Informações Legislativas da Casa.

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A ofensiva reúne lideranças de partidos como PL, Novo, União Brasil e Republicanos. Os congressistas acionaram o artigo 49 da Constituição Federal, mecanismo jurídico que confere poder exclusivo ao Congresso Nacional para barrar atos normativos do Poder Executivo que exorbitem as atribuições de regulamentar. Os deputados sustentam que a canetada presidencial é ilegal por invadir as funções do Legislativo. Os decretos de Lula também podem impulsionar a censura nas redes sociais.

Nikolas Ferreira aponta usurpação de funções

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) argumenta, na justificativa do seu projeto, que o chefe do Executivo cometeu abuso do poder regulamentar. O parlamentar afirma que o Palácio do Planalto utilizou o documento para criar obrigações inéditas para as empresas de tecnologia, em vez de apenas detalhar a aplicação do Marco Civil da Internet. O texto assinado por Lula fixa prazos forçados de remoção de publicações e dita sanções civis que dependem da aprovação de uma lei formal.

Para o congressista, o governo federal tentou usar um atalho administrativo para atropelar a ausência de uma legislação específica aprovada pelas duas Casas do Congresso. Nikolas destaca que temas de alta complexidade jurídica, que afetam diretamente a liberdade de expressão dos cidadãos, não podem ser modificados sem o crivo dos representantes eleitos pelo povo.

Caroline De Toni condena regulamentação de decisão judicial

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Caroline De Toni (PL-SC), protocolou uma ação para anular os dois decretos em sua totalidade. A deputada classifica o pacote do Executivo como uma anomalia jurídica. A parlamentar ressalta que as medidas nasceram com o propósito real de regulamentar uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), o que foge completamente das finalidades constitucionais de um decreto da Presidência.

A deputada revela ainda que o pacote abre margem para a instalação de uma censura privada generalizada no Brasil. O uso de termos vagos e imprecisos nos textos oficiais, como “falha sistêmica”, “circulação massiva” e “ataques coordenados”, transfere um poder exagerado e sem controle aos fiscais do governo. Na prática, a regra empurra as big techs a realizarem a exclusão automática e preventiva de opiniões legítimas dos usuários para escapar de multas severas.

ANPD vira alvo de contestações jurídicas

Os projetos da oposição contestam os novos poderes concedidos à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A bancada formada por deputados do partido Novo — como Marcel van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP) e Gilson Marques (SC) — reforça que as atribuições de uma agência reguladora dependem obrigatoriamente de lei aprovada no Parlamento. Os decretos de Lula transformaram a ANPD no xerife geral do comportamento de usuários na internet.

O contra-ataque na Câmara dos Deputados ganhou a adesão de diversos parlamentares, com o protocolo de propostas de teor semelhante assinadas por Gustavo Gayer (PL-GO), Kim Kataguiri (Missão-SP), Julia Zanatta (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ), Mendonça Filho (PL-PE) e Diego Garcia (União-PR). Os textos agora aguardam a distribuição pelas comissões temáticas da Casa para iniciar a tramitação legislativa.

Leia também: “STF valida lei e abre caminho para execução do projeto da Ferrogrão”

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4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    ROGÉRIO MARINHO JÁ PROTOCOLOU NO SENADO !
    AGORA É FAZER ACONTECER !
    TESTOSTERONA NA VEIA DESSES CARAS !

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    TEM DE SER FEITO IMEDIATAMENTE !
    ESSE CANALHA DE NOVE DEDOS TEM DE RECEBER UMA RESPOSTA BESSIAS !

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Vocês…COMO Congresso Nacional…tem de invocar o art 142.
    Especifico para acabar com essa PATIFARIA que o stf começou em 2019.
    142 JÁ!
    AVISO NOVAMENTE!
    As eleições de 2026 NÃO SERÃO RECONHECIDA PELOS PAISES OCIDENTAIS em sua totalidade.
    JÁ ESTÃO SENDO FRAUDADAS!

  4. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Não JURAaaa!!!
    JÁ deviam terem feito….Essa direita é muito retardada viu.. CANSA!
    Gente chata! Ególatras! Mimados, Birrentos e CHaAAaTOSSS.
    Estou com o saco cheio desse NOVO30, Os 3 porquinhos cariocas… Consta, Allan, Figueiredo.
    Os come quietos Gayer, Nicolas, Cleitinho…Uns ficam mordendo e provocando/debochando do outro.
    ESTUPIDOS! Gente BURRA.. ApATRIDAS.
    Vocês promovem indiretamente a Esquerdalha Nojente!
    BOSTIL!

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