O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que o Partido Liberal (PL) suspenda o impulsionamento de um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a investigados por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A decisão liminar, assinada por Mendonça nesta sexta-feira, 19, também obriga a Meta a impedir novos impulsionamentos pagos da publicação no Instagram e no Facebook.
Receba nossas atualizações
A medida atende a uma representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, responsável pela pré-candidatura de Lula à reeleição. Segundo a ação, o diretório nacional do PL desembolsou R$ 4,5 mil para ampliar o alcance do vídeo.
A defesa do petista sustenta que a gravação reúne trechos isolados de notícias sobre influenciadores e cantores presos em operações policiais para criar a narrativa de que eles seriam aliados de Lula.
Saiba mais:
Ao analisar o caso, Mendonça afirmou que a legislação eleitoral permite críticas entre adversários políticos, mas proíbe o uso de impulsionamento pago para ampliar conteúdos destinados a depreciar um oponente.
Na decisão, Mendonça afirmou que o entendimento do TSE permite o impulsionamento apenas de conteúdos destinados a promover candidatos e partidos. O ministro também ressaltou que a liminar se restringe ao vídeo citado na representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança.
Segundo o magistrado, a medida não impede que partidos e agentes políticos façam críticas ao presidente da República, ao governo federal, ao Partido dos Trabalhadores ou tratem de temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado, desde que não utilizem impulsionamento pago para divulgar conteúdo negativo contra adversários.
André Mendonça atua como vice-presidente do TSE e juiz auxiliar nas eleições e responde pela relatoria de representações na Justiça Eleitoral. Também exercem essa função o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e a ministra Estela Aranha.

PT entra com ação para derrubar outro vídeo da campanha de Flávio
O Partido dos Trabalhadores (PT) também acionou o TSE nesta sexta-feira, 19, para pedir a retirada de outro vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em seu perfil oficial no Instagram.
A peça, produzida com inteligência artificial (IA), mostra o parlamentar, que é o pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, em uma ação fictícia de combate a organizações criminosas. Na gravação, Flávio aparece a bordo de uma aeronave ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
+ Entenda o que é Política em Oeste
Vestidos com trajes militares, os dois surgem disparando contra embarcações identificadas com as siglas PCC, referência ao Primeiro Comando da Capital, e CV, em alusão ao Comando Vermelho. Um terceiro barco, marcado com a sigla PT, também aparece nas imagens.
Em nota divulgada à imprensa, a pré-campanha do liberal afirma que não pretende mudar sua estratégia política em razão da ação apresentada ao tribunal. “Flávio Bolsonaro não vai recuar no combate à criminalidade”, diz o comunicado. Até o momento, o TSE não se manifestou sobre o pedido apresentado pelo PT.
PT vai ao TSE para derrubar vídeo de Flávio sobre organizações criminosas
Decisões do STF ampliam embates com Justiça Eleitoral às vésperas das eleições
Nunes Marques, sobre as eleições: ‘Os desafios não serão pequenos’
Tudo bem, se a medida valer também para o outro lado. Lembrando que na campanha de 2022, Bolsonaro foi impedido de incluir em suas publicidades o discurso que fizera na ONU, a recepção maravilhosa que ele e a Michelle tiveram da família real inglesa por ocasião da morte da Rainha. As imagens das milhares e milhares de pessoas lotando a Avenida Paulista, as imagens do LL ao lado dos ditadores caribenhos etc. Pior ainda, foi a perseguição aos apoiadores de Bolsonaro, as 290 mil urnas com o mesmo logo, o Escândalo do Radiolão, que omitia as mensagens de Bolsonaro nas rádios do Nordeste.