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Política

Moraes deve decidir nesta semana se mantém prisão domiciliar de Bolsonaro

Palavra final do ministro dependerá da análise de dois fatores principais

jair bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (à esq.), durante a cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes no comando do TSE - 16/8/2022 | Foto: Antonio Augusto/STF

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Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve decidir sobre a prorrogação ou o término da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, cujo período de 90 dias terminou em 25 de outubro. A decisão levará em conta a saúde do ex-presidente e a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. A defesa argumenta que a arma estava legalmente registrada e que não houve ordem para apreensão.

Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve definir se prorroga ou encerra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

O período de 90 dias da medida terminou na quinta-feira 25. Moraes ainda não se manifestou. A defesa de Bolsonaro vai encontrar o juiz do STF em breve.

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A decisão dependerá da análise de dois fatores principais: as condições de saúde do ex-presidente e a apreensão de uma pistola em nome de Bolsonaro.

Os advogados do ex-presidente afirmam que a arma estava regularmente registrada e permanecia sob posse de Bolsonaro antes da condenação que resultou na prisão, em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.

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Conforme a defesa, nunca houve determinação para apreensão do armamento nem comunicação sobre eventual cancelamento do registro.

Na peça, os advogados citam ainda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu, por ora, falta grave por parte do ex-presidente.

Parecer da PGR sobre Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão plenária do STF, depois de se manifestar sobre os argumentos das defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros investigados na denúncia sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Na semana passada, a PGR sugeriu a Moraes aguardar o encerramento das investigações acerca da arma de Bolsonaro antes de se posicionar.

“A configuração de uma falta como grave exige mais do que a subsunção do fato à norma, demandando a análise dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal”, disse a PGR.

Leia também: “O PT afunda no pântano do Master”, reportagem publicada na Edição 328 da Revista Oeste

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