Bilhetes picados jogados no esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau abriram o caminho para a polícia prender a influenciadora Deolane Bezerra. Os agentes de segurança resgataram os manuscritos na tela do bueiro da cela 139 durante uma varredura. A análise técnica dos papéis revelou um plano de atentado contra diretores da cadeia, negociações de tráfico e a engrenagem de lavagem de dinheiro da facção criminosa.
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Um dos textos revelava que a dona de uma transportadora vizinha ao presídio já havia entregado os novos endereços dos agentes públicos para a execução dos ataques. A partir desse dado, os investigadores mapearam a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda, que funcionava ao lado da muralha do presídio. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os donos do negócio de fachada, Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos, acabaram condenados a penas que somam mais de 25 anos de reclusão.
Deolane recebeu depósitos de empresa do crime
O rastreamento bancário feito pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro comprovou que Deolane Bezerra e Everton de Souza, conhecido como “Player”, eram os destinatários finais dos recursos que saíam da transportadora do PCC. Os relatórios policiais revelam que a influenciadora montou uma malha financeira estruturada para receber o tesouro da facção, com movimentações que superam R$ 140 milhões entre créditos e débitos.
Autoridades afirmam que Deolane usava a imagem de profissional de sucesso e a ostentação na internet como disfarce para injetar o dinheiro ilícito na economia legal. A investigação detalha transações triangulares sem nenhum lastro contábil, incluindo o repasse de R$ 700 mil para a conta de um trabalhador assalariado e a ocultação de carros de luxo em nome do filho da influenciadora.
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