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Comissão de Energia confirma traços de radiação em material do Ipen

Segundo relatório da CNEN, episódio ocorreu durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave

Fachada de prédio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
Fachada de prédio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) | Foto: Gledson Júnior/gov.br

Na noite desta quinta-feira, 11, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou a ocorrência de um incidente com material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo. O caso veio a público depois de entidades sindicais cobrarem explicações formais do órgão federal sobre a segurança na unidade.

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Segundo relatório da CNEN, o episódio ocorreu durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave, equipamento para produção de radiofármacos, quando foram encontrados traços de tecnécio-99. Dois funcionários, classificados como Indivíduos Ocupacionalmente Expostos, passaram por exames de Contador de Corpo Inteiro, mas não tiveram contaminação interna detectada.

Ipen informa Comissão de Energia sobre protocolos

Vista aérea do Ipen | Foto: Reprodução/Internet

O Ipen afirmou que a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia e se limitou à roupa de um dos servidores, sem afetar sua saúde. Por não haver riscos residuais, nenhum trabalhador permaneceu sob observação. O instituto informou também que todos os procedimentos seguiram protocolos de radioproteção, com o material isolado adequadamente na área restrita.

Depois do ocorrido, os profissionais envolvidos receberam novos treinamentos, e o caso continua sendo avaliado internamente. A CNEN destacou que a contaminação de equipamentos de proteção individual pode ocorrer eventualmente, mas ressaltou que há monitoramento constante da exposição radioativa dos servidores. O relatório detalhado está com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) para análise.

Leia também: “Um carro a cada 40 segundos”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 325 da Revista Oeste

Uma denúncia anônima sobre a situação na unidade da Cidade Universitária levou o Ipen a identificar o possível vazamento em 29 de maio. O caso só veio a público quando o Sindsef-SP e a Assipen solicitaram informações à direção do instituto e à CNEN, em busca de transparência sobre o ocorrido.

De acordo com as entidades, a ocorrência demandou procedimentos emergenciais de descontaminação. Também houve retenção das roupas usadas pelos trabalhadores, incluindo terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica.

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