A maioria absoluta da população de Curitiba aprova a lei que permite a internação involuntária de dependentes químicos. É o que indica levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou na manhã desta terça-feira, 27.
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A 802 moradores da capital paranaense, os entrevistadores fizeram a seguinte pergunta: “O(a) senhor(a) é a favor ou contra a internação involuntária de dependentes químicos em Curitiba, quando há risco grave à própria vida ou à de terceiros e a medida for indicada por critérios médicos?”
Do total de participantes, 86% se disseram a favor desse tipo de medida. Outros 3,1% afirmaram que “depende da situação”. Enquanto isso, 8,4% se posicionaram contra a lei. Por fim, 2,5% não souberam responder ou não quiseram participar.

Outros indicadores
Para a pergunta se a internação compulsória de dependentes químicos pode reduzir a população em situação de rua em Curitiba, o “sim” foi a resposta de 83,5%. O “não” ficou com 10,5%, sendo seguido por “em partes”, com 3,9%, o e “não sabe/não opinou”, com 2,1%.
Do total de entrevistados, 89,4% concordaram com a tese de que o poder público “deve intervir para proteger a vida da própria pessoa de terceiros, mesmo que ela não concorde com o atendimento naquele momento”. Os discordantes foram 6%. Já 2,4% disseram que “depende da situação”. Conforme o levantamento, 2,2% não souberam opinar ou não quiseram responder.
O instituto também mostra que a maioria dos curitibanos (68,8%) ficou ciente da lei que permite a internação compulsória de dependentes químicos. A minoria (31,2%) não ficou sabendo da norma.

A equipe do Paraná Pesquisas realizou entrevistas de 22 a 25 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, alega-se que o grau de confiança do material é de 95%.
Internação compulsória de dependentes químicos em Curitiba
Sob liderança do prefeito Eduardo Pimentel (PSD), a Prefeitura de Curitiba regulamentou a internação involuntária de dependentes químicos e pessoas em situação de rua em casos extremos. A medida foi publicada em 19 de dezembro de 2025. A primeira internação ocorreu no dia 9 de janeiro, na Avenida Comendador Franco. Na ocasião, o Executivo local afirmou que uma mulher “apresentava quadro grave de desorientação”, pois estava “intoxicada pelo uso de drogas ilícitas” e “colocava em risco a própria vida e a segurança de quem transitava pela região”.
“Determinei a adoção de um novo protocolo para que a prefeitura atue com firmeza sempre que houver risco à vida”, afirmou Pimentel, no dia da primeira internação pela nova lei municipal. “A internação involuntária será aplicada em situações extremas, com critério técnico e avaliação médica. É uma medida dura, mas necessária para proteger pessoas em situação crítica e garantir segurança à cidade. Depois a estabilização e o tratamento, o município vai oferecer apoio para a recuperação e a reinserção social.”
Ao publicar a norma, a Prefeitura de Curitiba explicou o fluxo de trabalho para validar a internação compulsória de dependentes químicos. Há, por exemplo, uma primeira abordagem, consulta na rua e avaliação médica.







































Em se tratando do pessoal das ruas, é muito mais desejável, é devido, não só porque é a comunidade que acaba bancando o vício e suas consequências, mas é questão de segurança, tanto quanto a crimes quanto a exemplos a mais fracos. Não é de estranhar para boa parcela de indivíduos, aí se incluindo os próprios viciados, a ideia seja contemporizar à marginalidade. Se encontram nesse cenário, geralmente, o pessoal de humanas, que trata do pensamento, das ideias, das falas e nada produz ou é obrigado a produzir de concreto. A falta de pés no chão leva a uma dissociação mais severa com a realidade, valores e prioridades!
Já já o STF fica contra.