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Política

CPMI do INSS aprova pedido de prisão preventiva para Nelson Wilians

O requerimento precisa ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal

Nelson Wilians
O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues durante depoimento na CPMI | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 25, um requerimento que pede a prisão preventiva do advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, investigado por suposta ligação com o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. 

A medida, aprovada pela CPMI do INSS, se soma à quebra dos sigilos fiscal e bancário do advogado, aprovada no mesmo dia. A deliberação não tem efeito imediato: o pedido ainda precisa ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em nota, os advogados de defesa de Wilians, Santiago André Schunck e Guilherme Luiz Altavista Romão, reiteraram a “disposição de colaborar com todas as autoridades competentes, sempre pautada pela transparência e pelo respeito às instituições”. 

“Quanto às medidas solicitadas, a defesa acompanhará o trâmite com serenidade e confia que qualquer decisão será tomada em estrita observância à Constituição e às garantias fundamentais asseguradas a todos os cidadãos”, acrescentaram Schunck e Romão.

PF já pediu prisão

A Polícia Federal (PF) já havia pedido a prisão do acusado, porém, o ministro André Mendonça, do STF, negou a detenção por meio de decisão monocrática proferida no início do mês. 

A corporação identifica Wilians como um dos braços do esquema, com conexões financeiras entre ele e o empresário Maurício Camisotti — preso preventivamente, sob suspeita da fraude.

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Nelson Wilians se recusou a assinar o termo de compromisso para dizer a verdade | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Nelson Wilians se recusou a assinar o termo de compromisso para dizer a verdade durante oitiva na CPMI | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Sigilo bancário

O requerimento de prisão votado na CPMI indica “veementes indícios de materialidade e autoria em face de Nelson Wilians”. O texto ressalta que a liberdade do advogado representaria risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.

“A manutenção da liberdade de Nelson Wilians compromete a ordem pública, ameaça a instrução criminal, uma vez que há indícios de intimidação de testemunhas e ocultação de bens, e coloca em risco a aplicação da lei penal, considerando o poder econômico e político que detém”, diz o documento.

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Além da prisão, a CPMI aprovou a transferência de informações bancárias e fiscais de Wilians em dois períodos: entre 2019 e 2024, e entre 2020 e 2025. A medida busca rastrear movimentações financeiras milionárias identificadas pela PF e pelo Coaf, que indicaram repasses do escritório do advogado a Camisotti.

Depoimento na CPMI do INSS

O advogado foi alvo de operação da PF, junto de Camisotti e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Enquanto os empresários foram presos, o ministro André Mendonça rejeitou o pedido de prisão contra Wilians, optando por medidas cautelares menos restritivas.

Poucos dias depois, o advogado depôs na própria CPMI. Ele se recusou a assinar o termo de compromisso para dizer a verdade e negou qualquer relação com as fraudes: “Conheço Maurício Camisotti, mas não tenho envolvimento com o ‘Careca do INSS’ nem com o esquema de descontos indevidos”.

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