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Política

CPI do MST: encontrado possível 'CNPJ' do movimento

Associação de advogados ligados ao ajuntamento administra site do grupo; durante o governo Dilma, firmou contrato com estatais

cpi mst
Militantes do MST bloqueia BR 386 em Nova Santa Rita, na região Metropolitana de Porto Alegre, em junho 2017 | Foto: Leandro Molina/MST

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST pode ter identificado um dos “CNPJs” do movimento. Desde sua fundação, na década de 1980, o ajuntamento de esquerda não tem um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. Dessa forma, é difícil identificar de onde vem o dinheiro usado pelo grupo para financiar invasões, pagar dirigentes, entre outras despesas.

Leia também: “Ministro da Agricultura afirma ser legítima a ‘reivindicação’ de terras devolutas pelo MST”

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De acordo com documentos aos quais Oeste teve acesso, a CPI acredita que a Associação Brasil Popular (Abrapo), que gerencia o site do MST na internet, seja um dos “CNPJs” do movimento. A Abrapo é administrada por advogados ligados ao MST.

Dilma
Possível ‘CNPJ’ do MST firmou contratos sob o governo Dilma Rousseff, em 2014 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante o governo Dilma Rouseff, a Abrapo fechou contratos de quase R$ 1,5 milhão com a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES desembolsou R$ 700 mil com eventos do MST, um deles para promover a “cultura camponesa”.

Já a Petrobras pagou R$ 650 mil por “patrocínios não incentivados”.

Na CPI do MST, José Rainha fala sobre financiamento de invasões de terras

Interpelado por parlamentares da CPI sobre quem paga ou mantém a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), um dos braços do MST, o líder desse grupo, José Rainha, disse que a FNL vive de “doações e solidariedade”, e não tem um caixa que registre as movimentações financeiras.

O relator da Comissão, deputado Ricardo Salles (PL-SP), perguntou ao depoente sobre sua atividade remunerada. Em resposta, Rainha disse que “não possui renda oficial nem declara Imposto de Renda”.

No início de março deste ano, Rainha foi preso em uma operação da Polícia Civil de São Paulo, no Pontal do Paranapanema, por supostamente extorquir produtores rurais. Três meses depois, contudo, conseguiu sair.

Leia também: “Sem terra e sem lei”, reportagem publicada na Edição 156 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Sílvia de Fátima Alves Dantas
    Sílvia de Fátima Alves Dantas

    A CPI deve ser prorrogada, vai resgatar dinheiro público. Arthur Lira, Arthur Lira… O povo sabe o que está acontecendo.

  2. Christian
    Christian

    Sei… Com certeza tem mais aí. Que coincidência duas estatais fornecer dinheiro à perder de vista.
    Também quero.

  3. Erich Bruno Hoertel Negri
    Erich Bruno Hoertel Negri

    A CPI do MST descortina muita coisa e coloca diante dos olhos da população fatos mantidos sob sigilo. Mas parece que os principais atores estão fazendo chacota e cuspindo na cara, tanto dos integrantes da CPI quanto na do povo brasileiro. Estamos indo para o ralo e a pizza já está no forno.

    1. Sílvia de Fátima Alves Dantas
      Sílvia de Fátima Alves Dantas

      Exatamente. E o Presidente da Câmara, Artur Lira enterrou e passou o cimento. Negociação Cabulosa? 2024 tá chegando!

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