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Política

Congresso notifica Planalto, e Lula tem até esta quarta-feira para sancionar Dosimetria

Caso o presidente não assine ato até as 19h18, responsabilidade pela promulgação vai recair sobre o senador Davi Alcolumbre (União-AP)

O presidente Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre: mais ataques a Donald Trump | Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Depois da rejeição do veto ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria pelo Congresso Nacional, o Palácio do Planalto recebeu, na noite desta segunda-feira, 4, o comunicado oficial que obriga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a promulgar a lei no prazo de até 48 horas.

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A mensagem chegou à Casa Civil às 19h18, iniciando a contagem do prazo. Caso Lula não assine o ato até as 19h18 desta quarta-feira, 6, a responsabilidade pela promulgação recairá sobre Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e do Congresso. Nesse possível cenário, ele terá mais 48 horas para agir.

Derrota do governo Lula e reação do PT

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; PEC
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O PL da Dosimetria havia sido vetado pelo Executivo, mas deputados e senadores derrubaram o veto em sessão conjunta na quinta-feira 30. A decisão impôs derrota ao governo logo depois de outra decisão desfavorável no Senado, que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

No Senado, a derrubada do veto registrou 49 votos favoráveis e 24 contrários. Já na Câmara dos Deputados, foram 318 votos a favor da rejeição do veto, 144 contrários e 5 abstenções.

Leia também: “Naufrágio em dose dupla”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 320 da Revista Oeste

O PT cogita judicializar a decisão. A sigla quer alegar que o texto poderia favorecer condenados pelos atos do 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Pedro Uczai (PT-SC), líder do partido na Câmara, a legenda avalia contestar a constitucionalidade do projeto em ação no STF.

A proposta em questão estabelece critérios e porcentuais mínimos para cumprimento de penas e progressão de regime.

1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    A direita segue as quatro linhas e a Constituição. E ainda irá ensinar os malfeitores – que pregam a espoliação geral de direitos (e privilégio para si próprios) – o que é moral.

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