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• O procurador-geral de Justiça do MPRJ, Antônio José Campos Moreira, afirmou em entrevista coletiva que há um ambiente institucional propício à corrupção no Rio de Janeiro.
• A declaração ocorreu em meio à investigação de um esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole, que resultou na prisão de seis pessoas.
• Ele destacou que diversas estruturas do Estado foram cooptadas por criminosos, o que contribui para a crise financeira do Estado.
O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Antônio José Campos Moreira, afirmou que existe um ambiente institucional voltado à corrupção no Estado. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 10, durante entrevista coletiva sobre a investigação de um esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM), que levou à prisão de seis pessoas.
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Ao comentar o caso, Campos Moreira afirmou que a situação “talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso Estado passa há décadas”. Segundo o procurador, “inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção”.

Investigação do Rio Metrópole motivou declaração
A declaração ocorreu no dia seguinte à operação do MPRJ que denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões por meio do IRM. Entre os denunciados estão o presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, além de um delegado da Polícia Civil, um procurador e o pai de um deputado estadual.
Ainda segundo Campos Moreira, a investigação começou antes do envio de documentos pelo governo estadual, mas as informações posteriormente compartilhadas pelo Executivo contribuíram para aprofundar as apurações. Para ele, o atual cenário institucional favorece as investigações.
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“Há hoje, no Estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, magistrado de carreira“, declarou. “Isso tem possibilitado atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa.”
O procurador também afirmou que as investigações revelam esquemas de desvio de recursos em diferentes áreas da administração pública e defendeu uma “limpeza nas estruturas do Estado”. Segundo ele, o Ministério Público buscará responsabilizar “todos os envolvidos, inclusive pelas nomeações, indicações e pela formação desses núcleos de corrupção”.
Procurador também é alvo de questionamentos
O próprio procurador-geral também responde a questionamentos sobre sua gestão. Em março, Campos Moreira encaminhou ao Supremo Tribunal Federal esclarecimentos sobre pagamentos acima do teto constitucional a membros do MPRJ.
No documento, afirmou que o órgão não criou nem concedeu novas gratificações desde o começo das discussões no Supremo e sustentou que os pagamentos estão amparados por direitos previstos em lei e por decisões judiciais já transitadas em julgado. Dados do Portal da Transparência mostram que Campos Moreira recebeu R$ 186 mil líquidos em dezembro, valor superior ao teto do funcionalismo.
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Fala-se o óbvio de algo que o carioca íntegro já conhece desde que passou a ter uma mínima capacidade cognitiva!