publicidade
Política

CNBB sai em defesa do projeto que equipara pena por aborto à de homicídio

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirma que é preciso defender a ‘proteção da vida em todas as suas etapas’

gravidez - aborto - stf- senado
PL do Aborto equipara o procedimento depois da 22ª semana de gestação ao crime de homicídio | Foto: | Foto: Reprodução/Freepik

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota em que defendeu a aprovação do PL 1904/2024, mais conhecido como PL do Aborto, que tramita na Câmara dos Deputados. O posicionamento foi assinado na última sexta-feira, 14, pelo presidente da entidade, Dom Jaime Spengler.

O PL do Aborto equipara o aborto depois da 22ª semana de gestação — média de 5 meses— ao crime de homicídio simples, o que pode gerar uma condenação de até 20 anos. Se aprovada, a legislação também se enquadra para os casos de interrupção da gravidez nos casos permitidos por lei, incluindo estupro — tanto para as mulheres, quanto aos médicos que realizarem o procedimento.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Em nota a CNBB afirmou que o PL do Aborto, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), “surge para coibir a morte provocada de bebês por meio da ‘cruel prática de assistolia fetal’, proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e no momento liberada por liminar no Supremo Tribunal Federal (STF).”

A entidade afirmou que “não se insere na politização e ideologização desse debate”, mas sim, no cerne da questão, por ser “profundamente ético e humano. São a dignidade intrínseca e o direito mais fundamental que é o direito à vida que estão sob ameaça.”

“As 22 semanas não correspondem a um marco arbitrário”, analisou. “A partir dessa idade gestacional, realizado o parto, muitos bebês sobrevivem. Então, por que matá-los? Por que este desejo de morte? Por que não evitar o trauma do aborto e no desaguar do nascimento, se a mãe assim o desejar, entregar legalmente a criança ao amor e cuidados de uma família adotiva? Permitamos viver a mulher e o bebê.”

PL do Aborto sobre os casos de estupro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirmou que, em casos de estupro, é imprescindível a punição “rigorosa da lei” aos criminosos. No entanto, sinalizou que “matar o bebê” não seria a “solução.”

“Diante do crime hediondo do estupro, que os agressores sejam identificados e que a legislação seja rigorosa e eficaz na punição”, reforçou. “É ilusão pensar que matar o bebê seja uma solução. O aborto também traz para a gestante grande sofrimento físico, mental e espiritual. Algumas vezes até a morte.”

+ Autor de PL do Aborto vai sugerir pena de 30 anos para estupradores

A entidade destacou mais uma vez a importância da “vida em todas as suas etapas”, dizendo que “diante da escolha entre a vida e a morte, escolhamos a vida, a da mulher e a do bebê.”

“A Igreja Católica neste momento considera importante a aprovação do PL 1904/2024, mas continua no aguardo da tramitação de outros projetos de lei que garantam todos os direitos do nascituro e da gestante”, afirmou a CNBB.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.