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Política

CCJ marca votação de projeto que acaba com aposentadorias compulsórias

Texto atinge militares, magistrados e membros do Ministério Público e será avaliado nesta quarta-feira, 8

PL da Dosimetria
Otto Alencar, presidente da CCJ, confirmou a votação | Foto: Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado marcou para esta quarta-feira, 8, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, que determina o fim da aposentadoria compulsória como punição a militares, magistrados e integrantes do Ministério Público.

Os senadores membros da CCJ, em 18 de março, quando o colegiado votaria o texto, pediram vista do projeto, para ter mais tempo de análise. Além disso, aprovaram a realização de uma audiência pública para debater o tema, feita nesta terça-feira, 7.

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O texto é de autoria do ex-senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A PEC foi apresentada enquanto ele era parlamentar.

Saiba mais:

A senadora Eliziane Gama (PT-MA) ficou com a relatoria da PEC. Ela apresentou um parecer favorável com três emendas de redação.

Aposentadoria compulsória no STF

Flávio Dino decidiu, em 16 de março, que a punição por infrações graves cometidas por magistrados não pode mais ser o afastamento remunerado da função, mas, sim, a perda do cargo.

O ministro do STF Flávio Dino: sem explicações | Foto: Gustavo Moreno/STF
Flávio Dino já integrou ministério do governo Lula | Foto: Gustavo Moreno/STF

Em decisão, o ministro do STF destacou que essa penalidade se tornou inconstitucional por não estar prevista na reforma da previdência de 2019.

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“Em caso de falta grave praticada por agente público, a penalidade a ser aplicada deve ser a demissão”, afirmou Dino. “Depois do devido processo legal, como é feito em quase todo serviço público civil.”

Dino apresentou a decisão como parte da conclusão em um julgamento de recurso que discutiu sanções aplicadas a um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na sentença, o ministro declarou nulo o julgamento anterior do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o qual determinava que o caso seja reavaliado pelo órgão.

Integrantes do Superior Tribunal de Justiça e do CNJ analisam que a medida ainda carece de maior clareza, sobretudo no que diz respeito ao desfecho de investigações em andamento.

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