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Política

Cassação de Zambelli avança na CCJ com depoimento de hacker

A comissão negou um pedido da defesa da parlamentar para realizar uma acareação com Walter Delgatti

De acordo com a PGR, os alvos criaram e divulgaram um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, como se tivesse sido assinado pelo magistrado | Foto: Reprodução/Twitter/X Carla Zambelli
Os representantes da parlamentar classificam a oitiva como 'imperiosa' | Foto: Reprodução/Twitter/X Carla Zambelli

Os depoimentos iniciais de testemunhas no processo de cassação da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) estão agendados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para a próxima semana.

Na quarta-feira 10, a comissão ouvirá o hacker Walter Delgatti Netto, às 10h, enquanto o assistente técnico da defesa, Michel Spiero, prestará depoimento às 14h.

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A defesa da parlamentar incluiu Delgatti como testemunha por ele ter sido condenado juntamente com Zambelli.

Para os advogados, o hacker é peça-chave das acusações. Os representantes da parlamentar classificam sua oitiva como “imperiosa”, já que ele seria “o delator que constitui a base das acusações”.

No caso de Spiero, os advogados querem demonstrar o “cerceamento da defesa” na ação penal que resultou na condenação da deputada.

Outras testemunhas aguardam confirmação da CCJ

Ambos os depoimentos constam como confirmados pela própria CCJ. Outras testemunhas indicadas por Zambelli aguardam definição de data para suas oitivas.

Entre os nomes sugeridos estão o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, atualmente julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado da Polícia Federal Flávio Vietez Reis e o responsável por relatórios técnicos do caso, Felipe Monteiro.

A defesa também incluiu recentemente o perito judicial Eduardo Tagliaferro e o jornalista exilado Oswaldo Eustáquio, ambos residentes no exterior e alvos de pedidos de extradição feitos pelo STF.

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Zambelli deverá falar à comissão por videoconferência

Os advogados de Zambelli solicitaram ainda que a deputada possa depor à comissão por videoconferência, já que ela deixou o Brasil no fim de maio, depois de ser condenada pelo STF.

A parlamentar entregou-se às autoridades italianas em 29 de julho e encontra-se detida em Rebibbia, Roma.

O relator do processo na CCJ é o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). Zambelli apresentou sua defesa escrita à comissão em 2 de julho.

Leia também: “Teatro supremo”, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro, publicada na Edição 286 da Revista Oeste

A CCJ negou o pedido de defesa da parlamentar para a realização de uma acareação entre Zambelli e Delgatti.

A 1ª Turma do STF impôs dez anos de prisão a Zambelli por suposto envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça.

A decisão também prevê a perda do mandato e já transitou em julgado.

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