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Política

Nova lei criminaliza exercício ilegal da medicina veterinária

Texto inclui a profissão no Código Penal e prevê pena de detenção de seis meses a dois anos

Nova lei criminaliza exercício ilegal da medicina veterinária
A medicina veterinária passa a integrar a lista de profissões protegidas pelo Código Penal, ao lado da medicina e da odontologia | Foto: Reprodução/Pexels/Tima Miroshnichenko

O exercício ilegal da medicina veterinária passou a ser crime no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a nova lei, que foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 8. A medida altera o Código Penal para incluir oficialmente a medicina veterinária entre as profissões da área da saúde protegidas pela legislação criminal.

Com a mudança, pessoas que atuarem como médicos-veterinários sem autorização legal poderão responder criminalmente. A pena prevista é de detenção de seis meses a dois anos. A punição vale mesmo nos casos em que o serviço seja prestado gratuitamente.

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A legislação modifica o artigo 282 do Código Penal, que já previa punições para o exercício ilegal da medicina, odontologia e farmácia. Agora, a medicina veterinária também passa a integrar a lista. Segundo o governo, o objetivo é ampliar a proteção à saúde pública e ao bem-estar animal.

A atuação irregular de falsos profissionais preocupa autoridades sanitárias principalmente por causa do risco de disseminação de zoonoses, doenças transmitidas de animais para seres humanos.

Agravantes na nova lei

O texto estabelece ainda agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:

  • Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
  • Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio; e
  • Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

O Senado Federal aprovou o projeto em maio deste ano. Durante a tramitação, parlamentares afirmaram que o exercício irregular da medicina veterinária cresceu nos últimos anos, principalmente em atendimentos clandestinos e serviços sem fiscalização.

O relator da proposta no Senado, senador Sergio Moro (PL), afirmou que a medida fortalece a proteção sanitária e ajuda a combater práticas ilegais no setor.

Entidades ligadas à medicina veterinária também defenderam a mudança. Conselhos profissionais argumentam que a atuação de pessoas sem qualificação coloca em risco tanto os animais quanto a saúde coletiva.

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