Ao comentar o escândalo que envolve o Banco Master, a deputada federal Carol De Toni (PL-SC) afirmou que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, está agindo como “braço” dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Esse assunto repercutiu nacionalmente em novembro, ou seja, muitos meses depois de termos acionado os órgãos de controle”, afirmou a deputada em entrevista concedida ao programa Oeste com Elas, desta terça-feira, 20. “Em abril, quando oficiamos os órgãos de controle, tivemos respostas evasivas.”
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
“Em dezembro, oferecemos uma denúncia ao PGR dizendo que o Toffoli tinha interesse na causa, uma vez que ele viajou no avião (do diretor de compliance do Banco Master), em novembro”, relatou De Toni. “Em resposta, o PGR disse que estava acompanhando o caso e desconversou sobre a suspensão e o impedimento de Toffoli para analisá-lo.”
Segundo a deputada, Paulo Gonet determinou o arquivamento da denúncia contra Toffoli.
“Agora, vamos reiterar a denúncia”, afirmou De Toni. “O PGR está fazendo um desserviço; ele está agindo como um braço do Toffoli e do Alexandre de Moraes no caso.”
De Toni: “PF não deveria cumprir ordens ilegais de Toffoli”
Para a deputada, a Polícia Federal (PF) não deveria cumprir a ordem de Toffoli de entregar o material apreendido nas investigações à PGR.
“Ordem manifestamente ilegal não se cumpre”, ressaltou De Toni. “Isso está na Constituição e na lei do funcionalismo público.”
“Tirar a investigação da PF e colocá-la nas mãos do PGR, para mim, descumpre a lei”, afirmou. “Quem tem de analisar as provas, fazer a perícia e fazer as operações é a Polícia Federal, e não um juiz que tem conflito de interesse com a causa, como é o caso do Toffoli e do Alexandre de Moraes.”
Leia mais:
A deputada lembrou que Moraes mandou investigar o Coaf e a Receita Federal no âmbito do polêmico inquérito das fake news por suposto vazamento de informações pessoais de ministros do STF e de seus familiares, todos ligados ao Banco Master.
“Isso não ocorreria em um país sério, mas, no Brasil, virou regra normalizar o escândalo”, concluiu.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 305 da Revista Oeste
CPMI do INSS: Novo pede a Mendonça devolução de quebras de sigilo do Master
Fundo ligado à família de Toffoli transfere R$ 34 mi para offshore em paraíso fiscal
Fachin antecipa volta a Brasília e discute atuação de Toffoli no caso Master com ministros
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.