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Política

Carol De Toni, sobre o caso Master: 'Gonet age como braço de Toffoli e Moraes'

Para a deputada, a PF não deveria cumprir a ordem de entregar a Paulo Gonet o material apreendido nas investigações

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De Toni lembrou que Moraes ordenou investigar o Coaf e a Receita no inquérito das fake news por vazamento de dados ligados ao Banco Master | Foto: Reprodução/YouTube/revista Oeste

Ao comentar o escândalo que envolve o Banco Master, a deputada federal Carol De Toni (PL-SC) afirmou que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, está agindo como “braço” dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esse assunto repercutiu nacionalmente em novembro, ou seja, muitos meses depois de termos acionado os órgãos de controle”, afirmou a deputada em entrevista concedida ao programa Oeste com Elas, desta terça-feira, 20. “Em abril, quando oficiamos os órgãos de controle, tivemos respostas evasivas.”

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“Em dezembro, oferecemos uma denúncia ao PGR dizendo que o Toffoli tinha interesse na causa, uma vez que ele viajou no avião (do diretor de compliance do Banco Master), em novembro”, relatou De Toni. “Em resposta, o PGR disse que estava acompanhando o caso e desconversou sobre a suspensão e o impedimento de Toffoli para analisá-lo.”

Segundo a deputada, Paulo Gonet determinou o arquivamento da denúncia contra Toffoli.

“Agora, vamos reiterar a denúncia”, afirmou De Toni. “O PGR está fazendo um desserviço; ele está agindo como um braço do Toffoli e do Alexandre de Moraes no caso.”

De Toni: “PF não deveria cumprir ordens ilegais de Toffoli”

Para a deputada, a Polícia Federal (PF) não deveria cumprir a ordem de Toffoli de entregar o material apreendido nas investigações à PGR.

“Ordem manifestamente ilegal não se cumpre”, ressaltou De Toni. “Isso está na Constituição e na lei do funcionalismo público.”

“Tirar a investigação da PF e colocá-la nas mãos do PGR, para mim, descumpre a lei”, afirmou. “Quem tem de analisar as provas, fazer a perícia e fazer as operações é a Polícia Federal, e não um juiz que tem conflito de interesse com a causa, como é o caso do Toffoli e do Alexandre de Moraes.”

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A deputada lembrou que Moraes mandou investigar o Coaf e a Receita Federal no âmbito do polêmico inquérito das fake news por suposto vazamento de informações pessoais de ministros do STF e de seus familiares, todos ligados ao Banco Master.

“Isso não ocorreria em um país sério, mas, no Brasil, virou regra normalizar o escândalo”, concluiu.

Leia também: “Os tentáculos do Master”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 305 da Revista Oeste

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