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Política

Canal de direita usa IA para parodiar mascote do TSE

Vídeos satíricos ironizam a personagem Pilili com referências ao voto impresso e críticas a ministros do Supremo

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, bate palmas para a criação do 'Pilili' | Foto: TSE/Divulgação
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, bate palmas para a criação do 'Pilili' | Foto: lejandro Zambrana/Secom/TSE

O canal do YouTube Canta Direita lançou uma série de paródias musicais produzidas com inteligência artificial para ridicularizar o mascote oficial das eleições de 2026. Os vídeos miram a personagem “Pilili”, apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana. O perfil satírico utiliza sucessos do funk e da música pop para questionar a segurança do sistema eletrônico de votação.

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Em uma das produções, o mascote aparece ao fazer o sinal de “L” com as mãos. A letra da música afirma que não haverá impressão para conferência nem auditoria dos votos. O canal, que conta com 7 mil inscritos, descreve seu conteúdo como uma forma criativa e irônica de comentar os fatos da política nacional sob a ótica da direita.

Ataques à presidência do Tribunal

As paródias também atingem a cúpula do Judiciário. Um dos vídeos utiliza a imagem da ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, apelidando-a de “Carmetchen”. A letra sugere que o eleitor não percebeu a suposta troca de letras na contagem dos votos. A ministra comanda a Corte até o dia 12 de maio, quando o ministro Nunes Marques assume o cargo.

O nome “Pilili” foi escolhido pelo tribunal para imitar o som da urna ao confirmar o voto. A intenção oficial era transmitir confiança e acessibilidade ao regime democrático. No entanto, a recepção nas redes sociais seguiu pelo caminho da piada logo depois de o boneco aparecer em público pela primeira vez em Brasília.

Memes e críticas políticas

A repercussão negativa uniu anônimos e políticos de oposição. Internautas compararam o nome do mascote ao personagem Cebolinha, que troca o “R” pelo “L”. O pré-candidato ao Senado Filipe Barros (PL-PR) divulgou uma imagem do boneco com uma franja, em alusão ao movimento pelo voto impresso.

Críticos jurídicos também manifestaram desconforto com a estratégia de comunicação do TSE. O advogado André Marsiglia afirmou que o uso de mascotes dançantes retira a seriedade necessária à Justiça Eleitoral. Até agora, o tribunal não se pronunciou sobre os ataques e mantém a personagem como rosto das campanhas institucionais para o pleito de outubro.

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3 comentários
  1. Renato Perim
    Renato Perim

    O TSE não se manifestou sobre os “ataques”???? É isso mesmo, Oeste? Crítica agora é ataque? Aliás nem crítica é, foi apenas uma gozação, uma paródia. Quando até quem a gente tinha uma esperança começa a pender pra esquerda é porque a vaca já foi pro brejo mesmo.

    1. MARCOS MAIRTON DA SILVA GUBEREV
      MARCOS MAIRTON DA SILVA GUBEREV

      Fiz login pensando em comentar exatamente isso: a Oeste agora chama crítica e paródia de “ataque”?

  2. Edson Pichelli
    Edson Pichelli

    Eles, da esquerda, não cansam de serem estupidamente ridículos.

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