O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou nesta segunda-feira, 12, que a Câmara dos Deputados já reuniu as assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master. Segundo o parlamentar, o próximo passo depende da leitura do requerimento pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rollemberg defendeu a instalação da CPI para apurar responsabilidades e vínculos relacionados ao caso. “É importante instalar essa CPI para identificar todos os laços que Daniel Vorcaro construiu para chegar aonde chegou”, disse. Em outro trecho, afirmou: “É importante que os responsáveis sejam punidos, presos e tenham seus bens sequestrados para reduzir o prejuízo”.
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Rollemberg também declarou que a CPI pretende investigar o caso “a fundo, doa a quem doer”, e acrescentou: “A corrupção vira o dinheiro da educação, da saúde, da segurança. Não podemos ter nenhuma tolerância com a corrupção.”
Para que uma CPI seja instalada na Câmara são necessárias 171 assinaturas de deputados. Rollemberg afirmou que esse número já foi alcançado, e agora resta apenas a leitura do requerimento pelo presidente da Casa. O Congresso Nacional está em recesso até fevereiro.
Senado já tem assinaturas para sua própria CPI do Master
Paralelamente, outros requerimentos de investigação avançam no Congresso. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) anunciou ter reunido assinaturas suficientes para a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master, com 229 apoios, sendo 196 deputados e 33 senadores. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir sobre o acolhimento do pedido.
No Senado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou ter reunido 33 assinaturas para instaurar uma CPI sobre o mesmo tema. “Foi um prazo recorde, senadores abraçaram mesmo, e é dever moral do Senado investigar isso”, afirmou. Segundo ele, a decisão também está nas mãos do presidente do Senado.

Investigação conduzida pela Polícia Federal apura fraude bilionária superior a R$ 12 bilhões com emissão de créditos fictícios, uso de fundos e empresas interligadas para inflar ativos do Master. O banco foi liquidado, e seu proprietário, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro. O inquérito está sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF, depois de a defesa de Vorcaro solicitar a centralização do caso na Corte.
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