publicidade
Política

Braga Netto diz ser 'preso político', depois de condenação no STF

Defesa afirma que recorrerá em todas as instâncias e critica acusações baseadas em delação de Mauro Cid

O general Walter Braga Netto, que segue preso: juristas questionam conduta das autoridades em Brasília | Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo
Braga Netto 'está sereno, embora indignado, e com a convicção de que é um preso político', afirmou seu advogado, José Luiz de Oliveira Lima | Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo

O general Walter Braga Netto disse que se considera um “preso político” ao receber a notícia de sua condenação a 26 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 11.

“Ele está sereno, embora indignado, e com a convicção de que é um preso político”, afirmou seu advogado, José Luiz de Oliveira Lima, à imprensa.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Em nota, a defesa informou que vai recorrer da decisão em todas as instâncias, inclusive em Cortes internacionais. “O general tem a noção de que estamos numa maratona para provar sua inocência, e não numa prova de 100 metros.”

Voto de Fux formou maioria pela condenação de Braga Netto

Na quarta-feira 10, o ministro Luiz Fux, do STF, votou para condenar Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Com o voto, já havia maioria para a condenação.

Fux, porém, absolveu o general das acusações de organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ele também mencionou que o ex-ministro teria participado de um plano que incluía o assassinato do ministro Alexandre de Moraes.

O ministro seguiu a mesma linha aplicada ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid, mas divergiu em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier, absolvidos de todas as acusações.

Acusação e defesa divergem sobre provas

A Procuradoria-Geral da República acusa Braga Netto de integrar o núcleo central da organização, com influência política e militar. Como prova, cita documentos como a chamada Operação 142, apreendida em sua assessoria, que previa ofensivas contra o STF e decretos de exceção para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa, no entanto, nega envolvimento e alega que a acusação se baseia quase exclusivamente na delação de Mauro Cid, classificada como “mentirosa”. Os advogados afirmam que não há provas de que o general tenha financiado ações golpistas nem participado dos ataques de 8 de janeiro.

Saiba mais:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.