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Política

Bolsa Família inicia ano eleitoral com 2º maior valor da história

Benefício médio chega a quase R$ 700, impulsionado por adicionais e revisão cadastral, que reduziu o número de beneficiários

Cartão do Bolsa Família
O valor mínimo pago pelo Bolsa Família é de R$ 600 | Foto: Divulgação/MDAS

O Bolsa Família inicia o ano eleitoral de 2026 com o segundo maior valor médio já pago: R$ 697,77. O montante fica abaixo apenas da média registrada em junho de 2023, quando o benefício alcançou R$ 705,40, conforme um levantamento do portal Poder360.

O valor básico do programa é de R$ 600, mas adicionais — como os destinados a crianças e gestantes — elevam a média acima desse patamar. Esses bônus foram criados no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cumprimento a uma promessa de campanha.

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O Bolsa Família deve consumir R$ 13,1 bilhões do caixa da União em janeiro de 2026. Em janeiro de 2022, o gasto era de R$ 3,7 bilhões. O maior desembolso ocorreu em junho de 2023, quando atingiu R$ 15 bilhões.

Bolsa Família inicia ano eleitoral com 2º maior valor da história
Foto: Reprodução/Poder360

Em janeiro de 2026, o Bolsa Família atende 18,78 milhões de famílias, crescimento de 0,4% em relação a dezembro de 2025. O maior número de beneficiários foi registrado em janeiro de 2023, quando 21,91 milhões de famílias receberam o auxílio.

Nos últimos anos, o valor médio do benefício cresceu de forma acelerada, superando com folga a inflação. Em dezembro de 2018, a média era de R$ 186,78, ante quase R$ 700 atualmente.

Outro levantamento do Poder360, divulgado em novembro, mostrou que o orçamento reservado para 2026 permite manter o benefício médio nesse patamar até o fim do ano. Isso se deve, principalmente, a uma revisão cadastral intensiva, que reduziu o número de beneficiários.

Foto: Reprodução/Poder360

Número de cadastrados no Bolsa Família caiu para menos de 3 milhões

Desde o início do atual governo, o programa teve uma redução líquida de 2,8 milhões de beneficiários. Já durante a gestão de Jair Bolsonaro, o Bolsa Família havia incorporado 7,5 milhões de famílias.

A queda no número de cadastros é atribuída, sobretudo, ao pente-fino promovido pelo governo, que busca excluir pessoas fora dos critérios do programa, inclusive em casos de fraude por informações falsas. Em março de 2025, o Cadastro Único passou por uma reformulação para se tornar mais moderno e eficiente, com atualização automática de dados de renda, reduzindo a possibilidade de irregularidades em programas sociais.

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