A negociação do acordo de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro entra nesta semana em uma fase decisiva. A expectativa é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) avancem na análise da nova proposta apresentada pela defesa do ex-controlador do Banco Master.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, investigadores e advogados discutem ajustes e complementações no material entregue às autoridades.
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Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março de 2026. Ele tenta negociar um acordo de delação premiada desde o início daquele mês, quando transferiu suas tratativas para a Superintendência da PF em Brasília.
Nova rodada de negociações de Vorcaro
A defesa de Vorcaro entregou uma nova versão da colaboração premiada à PF e à PGR na última segunda-feira, 1º. O documento passou por novas alterações e recebeu anexos adicionais.
A PF e a PGR solicitaram esclarecimentos sobre diferentes pontos do relato apresentado pelo empresário. A expectativa é que representantes dos órgãos, junto com os advogados de Vorcaro, realizem reuniões nos próximos dias para discutir o futuro das negociações.
Investigadores receberam a primeira versão com desconfiança. A PF considerou o material insuficiente e criticou a ausência de informações sobre políticos investigados no caso, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Caso Banco Master
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação da PF sobre suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e manipulação de mercado envolvendo o Master.
As autoridades também analisam a relação do empresário com políticos e integrantes do sistema financeiro. Em maio deste ano, a PF cumpriu mandados contra aliados de Vorcaro e investigados ligados ao caso.
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Os investigadores tentam estabelecer condições rígidas para o acordo de colaboração. A PF e a PGR também pressionam Vorcaro a indicar patrimônio e valores que possam ser usados para ressarcimento de prejuízos bilionários atribuídos ao esquema investigado.
O eventual acordo ainda dependerá de homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.






































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