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Política

Associação de presos do 8/1 lamenta briga entre conservadores e quer Messias fora do STF

Asfav se manifestou em meio à confusão entre Nikolas e Seif

Nos últimos dias, vieram a público divergências entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Jorge Seif (PL-SC) | Foto: Roque de Sá/Agência Senado/Pablo Valadares/Agência Câmara
Nos últimos dias, vieram a público divergências entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Jorge Seif (PL-SC) | Foto: Roque de Sá/Agência Senado/Pablo Valadares/Agência Câmara

A Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) divulgou um pronunciamento em que cobra união entre lideranças conservadoras e defende a derrubada do veto ao projeto de lei conhecido como PL da Dosimetria. A análise da proposta está marcada para o próximo dia 30 de abril, em sessão conjunta do Congresso Nacional.

A Asfav observa que, embora veja como positivo o agendamento da sessão, o momento também é marcado por confusões que prejudicam o avanço da pauta. “Entristecemo-nos com a eclosão de brigas que, ao nosso ver, são despropositadas”, diz o comunicado.

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O posicionamento da Asfav ocorre em meio a um racha entre os conservadores. Nos últimos dias, vieram a público divergências entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Jorge Seif (PL-SC), que trocaram farpas sobre a condução da pauta relacionada aos presos do 8 de janeiro.

Os cadáveres do 8 de janeiro

A Asfav sustenta que as conquistas relacionadas aos investigados e condenados pelos atos do 8 de janeiro são resultado de mobilização coletiva. A associação cita, como exemplos, concessões de refúgio no exterior e decisões judiciais que levaram à soltura de alguns presos.

Segundo a associação, o maior impacto recai sobre os próprios envolvidos e suas famílias. “São pessoas que tiveram suas vidas destruídas e que jamais serão devidamente reparadas”, afirma o texto, ao mencionar os casos de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, e José Éder Lisboa.

Clezão morreu em novembro de 2023, enquanto estava preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele havia sido detido em razão do 8 de janeiro e sofreu um mal súbito na cela. Já Lisboa foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 14 anos de prisão por participação nos atos, acusado de crimes como tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público. Ele deixou o Brasil depois da condenação e passou a viver na Argentina, onde morreu no mês passado, depois de ficar internado por alguns dias.

Asfav quer Messias fora do STF

No pronunciamento, a associação também estabelece como prioridade barrar a ida do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.

Messias é cotado para uma vaga na Corte e deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado caso seja indicado formalmente pelo presidente da República — etapa obrigatória antes da votação em plenário.

A Asfav atribui a Messias a responsabilidade pelas prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro e afirma que sua eventual nomeação deve ser rejeitada.

A votação do PL da Dosimetria

O Congresso marcou para 30 de abril a sessão conjunta para análise do veto presidencial ao PL da Dosimetria. O projeto trata da individualização das penas aplicadas aos envolvidos no 8 de janeiro, tema que tem mobilizado parlamentares e entidades ligadas aos réus.

A expectativa de grupos como a Asfav é de que a derrubada do veto possa resultar na revisão de condenações e na libertação de parte dos presos.

O pronunciamento termina com um apelo à mobilização e à continuidade da pressão política. “A injustiça não pode prevalecer, e não irá”, conclui a associação.

2 comentários
  1. Aeduardo
    Aeduardo

    Regina,
    Li seu comentário aí abaixo. Inclua-me em sua definição política nacional. Não classifico-me como direita, esquerda, centro, progressista ou tradicionalista.
    Sou pela trajetória de um homem na sua simplicidade e coerência política de amor à nossa bandeira, muito bem estampada no lema ORDEM E PROGRESSO!
    Quem representa esta diretriz de nação muito bem explícita chama-se JAIR MESSIAS BOLSONARO.
    Além da postura moral por sua trajetória política bem conhecida, provou a capacidade inquestionável até na simplicidade sem vaidades, de escolher auxiliares que trataram a coisa pública com zelo, competência e muito destemor. Nomes? Basta um: Paulo Guedes, o seu posto Ipiranga! O seu candidato para repetir o retorno da decência à condução máxima do país? Seu próprio filho em carta testamentária de próprio punho!
    Dúvida aos que amam o Brasil verde amarelo?
    FLAVIO BOLSONARO será nosso Presidente em 2027.
    Deus que abençoa o Brasil assim determina. Cabe a nós engrossarmos a procissão de redenção em curso.

  2. Regina de Fatima Leme dos Santos
    Regina de Fatima Leme dos Santos

    Nikolas com seu projeto proprio de poder, já chamou Bolsonaro de vagabundo junto ao Marçal e agora chama o Seif tb de vagabundo, pelo fato de que o senador detalhou seus esforços em convencer Alcolumbre a pautar, mesmo que seja em pauta unica, a derrubada do veto da dosimetria. Nikolas se une a ala que atuava contra o governo Bolsonaro, como Rodrigo Constantino, incluindo a madrasta Michelle que odeia os 4 filhos de Bolsonaro e o pastor que apoiava lula, o Malafaia. Essa trupe não é bolsonarista, são oportunistas, como outrora foram Gentille, Nando Moura, Frota, Hasselmann. Esses todos como os deputados federais que atuaram na legislaturas com o então deputado federal Jair Bolsonaro, o ridicularizavam por este nunca ter entrado em corrupção e lavagem de dinheiro, chamando o de baixo clero e abandonando o sozinho no plenario quando ele discursava. EU DIGO, NÃO SOU DI DIREITA, SOU BOLSONARISTA, APOIO JAIR BOLSONARO E SEUS 4 FILHOS.

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