“A sabedoria começa quando damos às coisas os nomes certos” (Confúcio)
“Ninguém está obrigado a participar da crise espiritual de uma sociedade; ao contrário, todos estão obrigados a evitar a loucura e viver sua vida em ordem” (Eric Voegelin)
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O Brasil conseguiu enfim realizar o velho sonho dos ideólogos de esquerda: criminalizar o real. O caso da ativista processada por afirmar a obviedade de que “mulheres trans não são mulheres” mostra até que ponto o delírio se institucionalizou. Já não se trata de uma disputa semântica, mas da tentativa de substituir o princípio de realidade pelo da fantasia compulsória. Todos estão obrigados a tomar parte na negação da realidade.
O episódio é exemplar dos tempos atuais, em que, por todo o globo, o vírus mental da filosofia “crítica” e dos movimentos políticos que surgiram dessa patologia da consciência penetrou no cérebro dos homens com poder. Aquilo que antes era apenas um disparate acadêmico — o “gênero” entendido como construção ilimitada — tornou-se critério jurídico e dogma de Estado. Hoje, já não basta que o sujeito declare sentir-se mulher. É preciso que todos, inclusive o Estado, passem a participar desse delírio de auto-interpretação (como diria o psiquiatra francês Paul Sérieux). Quem não o faz com a devida unção ideológica é declarado inimigo, réu, ou ambas as coisas.
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Como mostrei em textos anteriores (ver, por exemplo, este e este outro), o transativismo, longe de ser movimento emancipatório, converteu-se em uma forma particularmente agressiva de controle social. Sua lógica é a do totalitarismo cultural: impor, sob o pretexto de inclusão, a censura moral de uma minoria militante sobre o restante da sociedade. E, mais que apenas essa censura moral, o objetivo primeiro é — nas palavras de Susan Stryker, umas das principais ideólogas do transativismo — “subverter o paradigma espistemológico do Ocidente”, segundo o qual o ser e o parecer não são a mesma coisa.
Resta que a loucura, quando apoiada por decreto, deixa de ser um sintoma e vira um sistema. É exatamente o que hoje presenciamos: uma aliança entre burocracia, tribunais e polícia para sancionar o que se pode ou não dizer sobre a mais elementar das realidades — a diferença sexual. A velha distinção entre verdade e mentira foi substituída por outra, mais conveniente, entre discurso autorizado e discurso proibido. E aquilo que há alguns anos pareceria advir de ficções distópicas, hoje materializa-se com a polícia indo bater na porta de quem enuncie proposições subversivas tais como “a grama é verde”, “dois mais dois é igual a quatro” e “uma pessoa não muda de sexo (ou de espécie) apenas por um ato de vontade”.
Dizer que um homem não é uma mulher tornou-se ato de coragem cívica. A verdade, reduzida a crime, volta a ter a dignidade de um martírio. Vivemos o triunfo da inversão moral que Orwell previra: o Ministério da Verdade agora opera em nome da empatia, e o dever de mentir passou a ser sinal de virtude.
Entre a covardia dos que se calam e o risco dos que insistem em chamar as coisas pelos seus nomes, o futuro da liberdade talvez dependa apenas disso — da obstinação em permanecer são num mundo que decidiu institucionalizar a loucura.





































Não sou psicólogo, tampouco psiquiatra porém posso afirmar ,que é complicado você nascer homem e se olhar no espelho,e se achar mulher .
Freud talvez possa explicar isso , e vendo certas atitudes “povo ” eu acho que um bom psiquiatra ajudaria e muito .🤪🥴🌈
Felipão!…
O cara pode sentir o que bem entender, mas nunca vi uma mulher que tem o pomo de Adão como Erika Hilton.
Nisso que dá esquerdizar o país, só mi mi mi!!!!!