A viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos enfraqueceu politicamente o chefe da pré-campanha, Rogério Marinho (PL-RN), que vinha ampliando influência sobre o marketing e sobre a estratégia de comunicação do pré-candidato à Presidência.
Conforme apurou Oeste, aliados de Flávio passaram a tratar a agenda internacional como uma derrota direta para Marinho. A avaliação desse grupo é que o senador potiguar tentava conduzir a campanha para uma linha mais moderada, próxima da Faria Lima e menos dependente do bolsonarismo ideológico. A estratégia incluía mudanças no marketing, no digital e na comunicação política da pré-candidatura.
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A estratégia de Marinho ficou mais evidente depois da saída do marqueteiro Marcello Lopes, conhecido como “Marcellão”, da estrutura da campanha. A troca foi interpretada internamente como uma vitória do senador potiguar. Para o lugar de Marcellão, entrou o publicitário Eduardo Fischer, fundador do Grupo Fischer. A coordenação da comunicação passou para Alexandre Oltramari, sócio de Fischer.
Essa reformulação provocou reação entre integrantes do núcleo bolsonarista. Em mensagens trocadas por aliados de Flávio, interlocutores acusam Marinho de tentar afastar integrantes da campanha que levou Jair Bolsonaro à Presidência em 2018.
Viagem de Flávio aos EUA mudou o jogo
O cenário começou a mudar depois da viagem de Flávio aos EUA. A agenda internacional incluiu encontros articulados pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo empresário Paulo Figueiredo. Na última quarta-feira, 26, o pré-candidato à Presidência esteve com Donald Trump no Salão Oval, em uma reunião reservada de cerca de uma hora e 40. Ontem, Flávio se reuniu com o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio, na Casa Branca.
A interpretação dentro do grupo político de Flávio é que a viagem mostrou que a candidatura continua dependente da conexão direta com Bolsonaro e com o trumpismo, e não de uma aproximação com o mercado financeiro.
Integrantes do núcleo bolsonarista acreditam que o senador potiguar tenta minar a candidatura presidencial de Flávio ao empurrar a campanha para uma estratégia considerada excessivamente moderada.
Por ora, a repercussão positiva da viagem aos EUA levou o grupo ligado ao bolsonarismo “raiz” a retomar a influência dentro da campanha de Flávio.
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Mera picuinha da política. Um papo que só traz prejuízo para o opositor ao presidente Lula.
Abrir mão do apoio da Faria Lima pode lhe custar caro