A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), passou a ser defendida por integrantes do partido como opção para vice na candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa articulação ganhou força depois das conversas entre os dois, em março, quando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro buscou formalizar o apoio da legenda à sua pré-candidatura.
Nos encontros, Renata mencionou que possivelmente concorreria ao Senado e que gostaria de ter o apoio de Flávio. A negociação não avançou naquele momento, em virtude de o apoio do Partido Liberal (PL) às candidaturas ao Senado por São Paulo passarem diretamente pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, considerado o “dono” da vaga. Apesar da estagnação nas conversas, o Podemos cogita propor outro acordo: lançar Renata como vice.
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A escolha do perfil já está definida no entorno de Flávio. O senador afirmou, em entrevistas recentes, que prefere uma mulher como companheira de chapa. A decisão atende a um cálculo eleitoral direto. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as mulheres representam cerca de 52% do eleitorado brasileiro. Esse eleitorado é o mais resistente ao senador.
Por que o Podemos quer Renata Abreu como vice
Renata possui características que passaram a ser valorizadas nessa etapa da pré-campanha. Está no terceiro mandato como deputada federal e foi reeleita em 2022, com pouco mais de 180 mil votos em São Paulo. Comanda nacionalmente o Podemos, partido de centro sem escândalos de corrupção na ficha corrida, e mantém interlocução com diferentes correntes políticas.
Outros nomes seguem na disputa. A deputada Simone Marquetto (PP-SP), eleita com quase 100 mil votos, foi prefeita de Itapetininga por dois mandatos. Já a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) recebeu cerca de 240 mil votos e tem base consolidada no eleitorado evangélico. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), eleita com mais de 800 mil votos, chegou a ser tratada por Flávio como prioridade para a vaga, mas resiste à composição. A dificuldade de fechar com Tereza levou aliados do PL a ampliar o leque. Nesse cenário, o nome de Renata passou a circular com mais frequência.
A definição da vice dependerá das pesquisas internas do PL. O partido terá até o começo de agosto para definir, quando terminam as convenções partidárias.
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Ja arrumaram tantas vice para FB, que não vai caber na urna.
Se desejam uma mulher para vice, porque não a Marina Helena?
Flávio e Zema seriam chapa puro sangue.
Quem é essa? Vai mal, hein, Flavio!